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Este blog está prestes a completar quatro anos. Mas não chegará lá. Infelizmente, não tenho mais condições de atualizá-lo da maneira que meus leitores merecem, escrevendo posts diários ou semanais.

Agradeço a todos os leitores que acompanharam este blog, fazendo dele um sucesso!

Muito obrigado!
Conto da carta de Waldick Soriano
A CARTA
Por Thiago de Góes
"Amigo, por favor, leve esta carta e entregue àquela ingrata e diga como estou". (Waldick Soriano)


Apoiando-se nas paredes, a velha pisava os dois pés, degrau por degrau. Subiu três andares, aliviou num suspiro e perguntou ao homem no fim do corredor:

"É você?".

Ele virou-se lentamente, mirou-lhe com atenção e tentou imaginá-la aos vinte e poucos anos e algumas mentiras mais. Doces. Daquelas que fisgam. Impunemente.

"Chegou cedo, né?".

Pouco mais de meia hora. Cada minuto alimentava uma ânsia que lhe subia pelo pescoço obeso, como refluxo. De seus temores.

"O que você tem para mim?".

Alguma coisa leve, simples, aparentemente inofensiva. Alguma coisa que se perdera no tempo, esquecida numa gaveta qualquer. Alguma coisa que ainda não disse a que veio. Mas dirá!

"Calma! Vamos aguardar as outras".

Elas foram chegando aos poucos, cada qual mais surpresa por não ter sido a única. Duas delas chegaram quase juntas. Quando se viram, uma apressou o passo, enquanto a outra os deixou mais lentos. Ambas, contudo, fingiram não se reconhecer. De todas, a última que deu as caras contou doze mulheres ao seu redor. Estava já quinze minutos atrasada.

"Afinal, por que você nos chamou aqui?".

Ele demorou alguns instantes para falar. Antes, analisou cada uma, tentando adivinhar inutilmente para qual delas deveria entregar a encomenda. Teve raiva de si mesmo, por não tê-la entregue a tempo.

"Preciso saber qual de vocês é mais ingrata".

Escaparam sussurros de revolta contida, tornando cúmplices algumas rivais de outrora. Entreolharam-se como quem diz "quanto atrevimento!". Como quem diz "quem este homem pensa que é?". Como quem já disse, contudo, muita coisa na vida.

"Desculpe-me. Preciso entregar uma coisa. Mas não sei para quem".

Ele já devia saber, no entanto, que aquilo causaria uma chuva de solicitações, cada qual mais cheia de razões que a outra.

"Vamos parar com isto! Talvez esta carta seja mesmo para todas vocês".

Aquela missiva bem que poderia falar sozinha, como lhe havia dito o amigo falecido. O remetente. Se assim fosse, evitaria a vergonha daquela voz trêmula, daquelas mãos trêmulas, daquela culpa firme!

Evitaria ler em voz alta, para uma platéia seleta, aquelas juras de amor sinceras. E ridículas, como devem ser. E sentidas, como não se pode evitar. Frase por frase. Palavra por palavra. Entre lágrimas quentes, retardatárias e silenciosas.

Evitaria aquela revoada de emoções e lembranças tardias, salpicando os corações de velhas raposas. As destinatárias. Principalmente daquela cujo vestido pareceu mudar, numa fração de segundos, do encarnado ao luto, e em cujo nariz pareceu apontar um dedo invisível, como quem lhe diz:

"Você é a mais ingrata!".
5 perguntas sobre as Olimpíadas
  1. Por que existem equipes femininas comandadas por técnicos homens, mas não existem equipes masculinas comandadas por técnicas mulheres? 

  2. Por que, no atletismo, ninguém corre na raia 1? 

  3. Por que não existe pedido de tempo no futebol? 

  4. Por que não existe a modalidade Automobilismo nas Olimpíadas? 

  5. Por que a palavra olimpíadas é sempre no plural?

Nova secretária da Receita é mãe de Mução
É nisto que dá ser preguiçoso. Perdi a oportunidade de dar uma informação em primeira mão aqui no blog, mas fui deixando para depois, acreditando que ninguém divulgaria antes de mim. Santa ingenuidade. Poucos dias depois de minha idéia, a imprensa toda já estava divulgando o fato:

A nova secretária da Receita Federal, Lina Vieira, é mãe de Mução.

Isto mesmo, aquele famoso personagem de humor nordestino que prega trotes engraçados por telefones e os divulga em seu programa de rádio. Quem já não morreu de rir com estes trotes?

Mução morava perto de minha casa, em Natal-RN. Lembro do garoto magro, torcedor do flamengo e freqüentador de vaquejadas, conhecido por todos como Pastel. Isto mesmo. Este era o apelido de Rodrigo, antes de virar Mução. Pastel. Não sei por que ele decidiu mudar de apelido, mas lembro que, depois de sua fama, seu irmão mais novo não gostava muito de ser chamado de Mucinho, na escola.

Mução tem muito talento. Parabéns pelo sucesso, Rodrigo!
Considerado por Chacrinha como melhor intérprete de Roberto Carlos, Fernando Luiz continua fazendo sucesso!

Ele é autor do mega sucesso do forró brega Garotinha. Ele foi eleito melhor intérprete de Roberto Carlos na Buzina do Chacrinha, em 1979. Ele é pai da top model Fernanda Tavares. Ele é criador dos projetos sociais Andar, Show das Comunidades, Futuro Feliz e Talento Potiguar.

 

Estou falando de Fernando Luiz, que acaba de lançar seu site oficial, em cuja apresentação já se encontra uma das idéias do cantor: “Canto brega, mas não penso brega”.

 

No site, também estão disponíveis alguns artigos de Fernando Luiz. Num destes artigos, ele comenta a reação de Caetano Veloso ao ser abordado por um pipoqueiro, que lhe disse que iria assistir ao ensaio do cantor. Fernando Luiz anota que Caetano Veloso sentiu orgulho do fato, enquanto outros cantores infelizmente sentiriam vergonha.

 

Estou de posso do cd Flash Brega, no qual Fernando Luiz revê alguns de seus sucessos e dá roupagem mais dançante à sucessos românticos como A noite mais linda de você (Odair José), Chuvas de Verão (José Augusto), Meu Mel, e I Love You Baby.

 

Este último ganhou novíssimas nuances. Arrisco dizer que ninguém jamais haveria imaginado este sucesso numa voz masculina, tanto que ele ficou marcado pela voz da cantora Adriana. Fernando Luiz conseguiu substituir a melosidade da canção original por um ritmo dançante e pop.

 

O cd todo é muito bom. Veja a relação das músicas:

 

Seguindo você

A noite mais linda do mundo

I love you baby

Solidão

Cinderela

Você pode me perder

Chuvas de Verão

Meu fracasso

A verdade sempre aparece

Volte pra mim

Sinal de amor

Menina, menina

Meu mel

Hey Jude

Desculpe, baby

Quero beijar-te as mãos

A vida tem dessas coisas

Onde andará você

Garotinha

Fan-fiction Arquivo X & Lost. Segundo capítulo

Fan-fiction Arquivo X & Lost

Segundo capítulo
por Thiago de Góes

 

O homem branco, barba feita, tirou do paletó seu poderoso crachá, levando-o aos olhos do senhor barbado, vestimentas brancas.

 

O senhor barbado, vestimentas brancas, perguntou-lhe, irônico, ao homem branco, barba feita, sobre o poderoso crachá: “Ele morde?”.

 

O homem branco, barba feita, respondeu-lhe, desafiador, ao senhor barbado, vestimentas brancas: “A ilha morde?”. E levou seu poderoso crachá de volta ao bolso do paletó.

 

O senhor barbado, vestimentas brancas, disse-lhe, sarcástico, ao homem branco, barba feita: “Tanto quanto esta cidade podre!”.

 

O homem branco, barba feita, indagou-lhe ao senhor barbado, vestimentas brancas: “É por isto que você quer tanto voltar pra lá?”.

 

Contrariado, o senhor barbado, olhos vermelhos, voz imperiosa, expulsou de sua casa o homem branco.

 

No estacionamento, sentada no banco do motorista, aguardava-lhe a mulher loira.

 

Paletós, crachás, barbas feitas, por fazer, camisas brancas, cidades podres, ilhas mágicas. Todos parecem desconfiar que a verdade está mais fora do que nunca...

 

Lá fora...

 

Leia o primeiro capítulo

Fan Fiction mistura Arquivo X e Lost
Fanfiction Arquivo X e Lost - Primeiro capítulo
por Thiago de Góes

Enquanto mastiga suas habituais sementes de girassol, o agente especial do FBI, Fox Mulder, medita sobre o estranho telefonema que recebera já naquelas altas horas da noite. O som intermitente do aparelho telefônico interrompera-lhe numa seqüência insana de pensamentos nostálgicos e culposos, todos relacionados a sua inalcançável e abduzida irmã.

Mulder olha fixamente para o cartaz na parede. Aquele cartaz. Aquele mesmo, estrategicamente posto para lhe trazer à memória esta necessidade imperiosa de uma esperança que estranhamente nasce de uma fé pagã. Não. Definitivamente, não é dentro de si que deveria encontrar as respostas para suas vãs angústias. Ao menos não queria que assim fosse. A verdade, contudo, aonde quer que estivesse, e certamente não estaria nele próprio, nunca lhe faria sentido assim nua, assim crua.

Pela manhã, bateu na porta de sua companheira de trabalho, Dana Scully. Ela atendeu-lhe meio escondida pela porta entreaberta, tentando ocultar-lhe as formas de seu roupão azul e as secreções que ainda escapavam de seus olhos sonolentos. Parecia dizer-lhe “isto não são horas”, mas não havia horas no relógio dos insanos. Daqueles que não precisam ver. Daqueles que já sabem, mas não podem provar.

Então, como quem revela certo segredo inflamável, contou-lhe do telefonema. Poder-se-ia reconhecer que ela já havia se habituado às histórias improváveis do estranho Mulder. Inúmeras. Mas aquela era demais. Afinal, como poderia acreditar na existência de uma ilha que não está nos mapas e nos radares e que, pior, abriga sobreviventes de um acidente aéreo, cujos corpos, dizem, jazem no fundo do mar?

Quem lhe convencera disto? Uma viúva inconformada? Uma pobre mulher neur´ptica, incapaz de aceitar a morte do grande amor de sua vida? Quanto romantismo...

Mulder interrompeu-lhe.

“Nós temos um encontro marcado”.
“Quem, desta vez?”.
“Um médico”.
“Que demais ele tem?”.
“Está viciado em medicamentos e tentou jogar-se da ponte”.
“E daí?”.
“Ele anda tomando o mesmo vôo seguidas vezes. Ida e volta. Ida e volta. Ida e volta...”.
“Mas por que ele está fazendo isso?”.
“Parece que tenta voltar para a ilha mágica de que lhe falei...”.

Scully abre a porta e convida seu companheiro para tomarem café juntos naquela doce manhã de julho...
Rubinho é melhor piloto que Massa
Veja bem. Eu posso estar enganado. Mas vamos fazer uma breve comparação.

Faz quanto tempo que Felipe Massa está na Ferrari? Nesse mesmo tempo, Rubens Barrichello fez muito mais. Duvida?

Eu não me lembro de Massa ter sido vice-campeão do mundo. Eu não me lembro de ele ter vencido uma corrida, largando em último. Eu também não me lembro de ele ter recebido ordens da equipe para deixar o companheiro passar na última volta.

A corrida deste domingo foi metonímica! Eu não me lembro de Felipe Massa ter levado uma equipe como a Honda ao pódio. E também não me lebro de Barrichello ter levado uma Ferrari ao último lugar, após rodar cinco vezes.

Que se faça justiça!
Está faltando orgulho e patriotismo aos jogadores de basquete

Sabe de uma coisa? Eu acho que o esporte profissional deveria ser um pouco mais amador!

 

É isso mesmo que você leu. Enquanto muitos profissionais recebem bons salários para jogar de forma burocrática, amadores pagam para jogar com garra e orgulho!

 

A situação ainda é mais grave quanto aos atletas de seleção, que deveriam estar imbuídos de patriotismo.

 

O que está acontecendo nas seleções brasileiras de basquete é inadmissível.  Uma atleta recusar-se a jogar porque discutiu com o técnico é vergonhoso. Meu ídolo Oscar, que recusou convite para ir para a NBA, só para jogar na seleção, tem toda razão: “Atitude de Iziane é deplorável”. Isto sem falar nos brasileiros da NBA que não jogarão por problemas de saúde não tão graves.

 

Esporte é paixão. Jogador de seleção tem que fazer de tudo pra jogar. Isto que está acontecendo no basquete brasileiro é inadmissível!

Conto dos dois pesadelos
conto dos dois pesadelos
por Thiago de Góes

Amor, esta noite, eu tive dois sonhos terríveis com você.
E como foram?
No primeiro, nós éramos os personagens de um filme de terror.
Nossa!
E assistíamos a tudo no cinema.
Quanta metalinguagem!
Mas era horrível. Eu era a mocinha e você o monstro!
A bela e a fera?
Não brinca. Você se transformava num lobisomem horrível!
E você teve muito medo?
Demais. Tanto que saímos do cinema no meio do filme.
Ah...
Mas foi pior.
Por quê?
A rua também estava cheia de monstros, mortos-vivos, zumbis asquerosos!
Nossa!
Mas o pior não foi isso.
O que foi então?
O pior é que, ao invés de me defender, você juntou-se a eles e
começaram a dançar um dança esquisita...
Eu não acredito. Eu nunca faria isso.
Mas fez. Você me decepcionou muito. E ainda terminou dando uma
gargalhada diabólica que até agora não consigo esquecer...
Perdão, amor. Foi só um sonho. E como foi o segundo?
Foi no futuro.
No futuro?
Sim, acho que era na primeira década do novo milênio.
E o que aconteceu?
Sabe quando você sonha com alguém que é outra pessoa?
Como assim?
No sonho, você não era você.
Explique melhor.
Era você no corpo de outra pessoa. Mas eu sabia que era você.
Como você podia saber que era eu?
Não sei como, mas era você.
E como eu era?
Você mudou de cor. Estava branco. O rosto todo esticado. Irreconhecível.
Eu branco?
Sim, branco! E você estava num tribunal. Era o réu. O ambiente estava
lotado. A imprensa também estava presente.
A imprensa? O que será que eu fiz de tão errado?
Eu não vou dizer. Não gosto nem de pensar. Só de lembrar eu já sinto
uma coisa ruim.
Calma, querida. Não fique assim. Foi só um sonho. Isto nunca vai acontecer.
Eu sei...
Mas me diga uma coisa. De qual dos dois sonhos você teve mais medo?
Do segundo.
Do segundo? Por quê?
Não sei porque, mas, por algum motivo, o segundo sonho me pareceu tão real...
Desculpe, eu não estou me controlando.
Pare de rir, amor. O que deu em você?
Eu não sei... hahaha...
Pare. Esta é a mesma gargalhada do meu sonho. Pare já com isso! Estou
ficando com medo...
Hahahahahaha...
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Jornalista,escritor, bancário, potiguar, 29 anos

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