Minha seleção

Esta seleção aí escalada por Parreira não ta com nada. Periga até não passar da França. Mas com a seleção abaixo nós podemos garantir não só o hexa, mas o hepta, o octa... E isso é que é quadrado mágico. Nada de Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Kaká e Adriano. No lugar deles Reginaldo Rossi (que não é o Imperador, mas é o Rei), Wando, Odair José e Falcão. Sob o comando de Waldick Soriano, a seleção tem um grande elenco de estrelas e é franca favorita para qualquer campeonato de futebol no mundo.

 

Rebelde

Parece que as crianças do Carrosel cresceram e hoje são muito Rebeldes...

 

O SBT de Silvio Santos já gosta de trazer novelas mexicanas para a programação de sua emissora. Anos atrás, as crianças de Carrossel divertiam a meninada brasileira em pleno horário nobre. Lembram de Cirilo, apaixonado pela Maria Joaquina? Como ela era malvada com ele, não acham?

 

Pois bem, hoje o SBT exibe a novela Rebelde. São jovens estudantes de um colégio de elite, que oferece uma pequena quantidade de bolsas de estudos para alunos carentes. Pronto. O conflito social está garantido. O Cirilo do Carrossel com certeza se rebelaria contra a frieza e racismo de Maria Joaquina. Nenhuma semelhança com a chata Malhação!

 

Os alunos da escola, rígida e opressora, devem luchar porque los dejen ser ellos mismos.

 

O fato é que Rebelde está fazendo muito sucesso e, em maio, foi a palavra mais buscada no Google do Brasil

 

Aliás, como está sendo exibida no Brasil e já tem o precedente do melodrama mexicano, nada mais justo que a canção de abertura fosse um legítimo brega, não acham?

 

Eu, por exemplo, já sei qual música seria: Rebelde, de Diana, lembram? Não? Pois eis a letra:

 

REBELDE - Diana

Eu sou rebelde porque o mundo quis assim/ Porque nunca me trataram com amor/ E as pessoas se fecharam para mim

Eu queria ser como uma criança/ cheia de esperança e feliz/ E queria dar tudo que há em mim/ Tudo em troca de uma amizade

E sonhaaaaaaaaar,/ e viveeeeeeeeeer,/ esquecer o rancor.
E sonhaaaaaaaaar,/ e viveeeeeeeeeer,/ E sentir só o amor

 

E aí Silvio Santos? Vamos trocar o tema de abertura de Rebelde por esta canção de Diana?

O cão foi quem botou pra ele beber?

Ainda da série Vale a pena bregar de novo, republico post sobre o bêbado que deu uma entrevista hilariante para um programa policial. 

 

Este vídeo com a entrevista do bêbado corajoso já rodou o Brasil inteiro, por e-mail. É muito engraçado mesmo. O cara está na delegacia embriagado dando entrevista para o programa policial Sem meias Palavras, de uma afiliada do SBT. É hilário! Ele diz que vai matar até o delegado. O coitado não se agüenta em pé. E os policiais todos rindo. Cabo Augustinho que o diga! Uma hora o repórter Givanildo Silveira dá corda pro cara e pede pra ele cantar uma música. Adivinhem o que ele canta? Chute aí. Aquela música do Ovelha: “Uou, uou, iei, iei, Sem você não viverei”. Está perdoado. Solta o cara. BREGA TOTAL! E aí vai minha sugestão: Alguém chame o cara pra dar uma entrevista no Jô Soares. Depois do sanduíche, iche, iche, por que não este? Bota no Big Brother. Bota ele pra gravar com Ovelha. 

E para os mais saudosos, aí vai a letra inteira da canção que o bebo tentou cantar:

 

Sem você não viverei - Ovelha
Ou, ou, ou, ei, ei, ei...
Sem você não eu viverei/ Todo amor desse mundo/ Pra você eu entreguei
Ou, ou, ou, ei, ei, ei...
Sem você não viverei/ Volte logo não suporto/ Essa distancia de você
Por isso peço que eu escreva/ Uma carta por favor/ Meu coração está pedindo/ Volte logo meu amor
Ou, ou, ou, ei, ei, ei...
Sem você não eu viverei/ Todo amor desse mundo/ Pra você eu entreguei
Por isso peço que eu escreva/ Uma carta por favor/ Meu coração está pedindo/ Volte logo meu amor
Ou, ou, ou, ei, ei, ei...
Sem você não eu viverei/ Todo amor desse mundo/ Pra você eu entreguei

Propagandas Bregas

Pessoal,
Da série vale a pena ler de novo: republico este post de 05 de fevereiro do ano passado, sobre propagandas bregas.

Retirei estas pérolas da comunidade O Templo do Brega, no Orkut. São comentários sobre propagandas consideradas super bregas.  Este na foto é o famoso Sidney, da Ultrafarma, o primeiro exemplo de propaganda brega. E talvez o melhor. Ou o pior...

Você concorda com estes exemplos? Possui algum outro? Opine, deixe seu comentário...

ULTRAFARMA
Propaganda da Ultrafarma às 6 da matina é top de linha. E pra ficar mais brega ainda, ora eles colocam o Ronnie Von, Ora a Miss falando do Bio-redux (que ela toma pra emagrecer e comprou na Ultrafarma, lógico).

A propaganda da Ultrafarma é brega na TV, nos ônibus, caminhões, cartazes etc... Todas com a cara do Sidney (o dono da Ultrafarma). Aquela carinha deitadinha com jeito de bom moço...

Até na embalagem que eles entregam o remédio em casa, tem a maldita cara do Sidney. Será que a Ultrafarma é a cara dele? Ou ele que é a cara da Ultrafarma? Impressionante! Você já foi na Ultrafarma fisicamente? Há "ene" fotos do cara penduradas!

Como se não bastasse isso, ele ainda vai no A Praça é Nossa, sentar no banquinho da praça e fazer propaganda da Ultrafarma. A impressão que dá é que ele resolveu ter uma farmácia só pra ele, só pra satisfazer o desejo frustrado de ser modelo!

POLLISHOP
Todas aquelas que vendem mini câmera, sofá inflável, mangueira achatada, Facas Ginsu, Meias Vivarina, Penally Pen. Tony Little (professor de educação física cabeludo troncudinho, que usava franja e rabo de cavalo) demonstrando o AB Shape: "Está sentindo a contração do abdominal? Está sentindo?". A mulher, claro, falava que sim, tamanha a violência que ele usava espancando a barriga da pobre. "Pergunte ao Mike", em que era demonstrado o Super Slicer. O segurança catando o sanduíche no final, com o estúdio escuro...

CASAS BAHIA
De cinco em cinco minutos, até em Estados onde NÃO TEM Casas Bahia! E por que não tem Casas Bahia na Bahia?

GUANABARA
Eu acredito que o meu Natal vai ser o melhor Natal... GUANABAAAAARA !!!".

SUPERMERCADOS MUNDIAL
"Mundial, o menor preço total!".

LOJAS MIG
A propaganda de natal deles foi ridícula! Tinha aquela Flávia Alessandra com gorro de Papai Noel cantando no meio das criancinhas!

SEVEN BOYS
As famigeradas bisnaguinhas Seven Boys!!!

TONOKLEN
Era um desenhinho em que o cara era brocha e quando ia dar flores pra mulher as flores murchavam - aí ele tomava Tonoklen e...

VALENTINA CARAN
A cara da Caran também está em tudo quanto é placa de vendas ou aluguel de imóveis. O grande problema dela é aquele cabelo longo amarelo-manteiga e a franjinha absurda pra uma mulher que já deve ter passado dos 50.

OUTRAS
- Bordados da Dinha e Sapataria do Amigão (Bahia): Tem umas crianças que cresceram fazendo essas propagandas... Precisam ver.
- Chame Roto Rooter e a sujeira descerá pelo cano
- Ziebart ou ferrugem
- DD DRIN: a formiga dançando o iê-iê-iê....o pernilongo mordendo o meu nenê...

Tranquei a vida

“Meu amor,

Não quero que se culpe pelo que aconteceu. A vida nos prega certas peças das quais não podemos escapar. Eu entendi perfeitamente sua decisão, mas confesso que não poderia conviver com ela. É assim mesmo, infelizmente. Eu sempre soube que não era deste mundo e que a única coisa que ainda me prendia a ele era você. Espero que seja feliz e que encontre uma mulher a sua altura.

 

Nós brigávamos muito, é certo. Mas digo que eu não trocaria jamais um milhão de brigas por um momento de total ausência sua. Você é minha vida, meu ídolo. Eu amo intensamente todos os seus defeitos, porque são seus. E Deus sabe como eu sentirei falta de nossas brigas intermináveis; do ciúme doentio que nos acompanhava; mas também do brilho ingênuo de seu olhar apaixonado; de sua voz mansa e carinhosa; e da simples lembrança de sua companhia que me acalmava imediatamente.

 

Por isso, eu me desesperei tanto, quando você me disse que não me queria mais. Por isso, quando você estiver lendo esta carta, eu já não estarei mais entre vocês. Espero estar num lugar bom, se Deus me perdoar. Visite-me sempre no cemitério, pois estarei presente, para admirá-lo e esperá-lo na eternidade. Perdoe-me pela atitude insana, mas eu não poderia fazer diferente. Eu amo você!

 

Beijos de sua eterna amada!”.

 

(Trecho do conto Tranquei a Vida, de Thiago de Góes, inspirado pela canção homônima de Ronnie Von)

kátia

Publico abaixo os comentários que um fã apaixonado pela cantora Kátia escreveu nos Contos Bregas.

 

CLEBSON MARTINS] [CLEBSONM@HOTMAIL.COM] [BUSCANDO]
DESDE QUE MUDEI DO BRASIL PARA EUROPA ESTOU PROCURANDOI SABER COMO ENCONTRAR MUSICAS OU CDS DA CANTORA SERTANEJA KATIA QUE SEMPRE FOI A GRANDE PAIXAO DA MINHA VIDA.... SOMENTE AGORA DEPOIS DE 12 ANOS QUE ESTAREI INDO DE VOLTA AO BRASIL A VISITAR MINHOS FAMILIAS ESTO A PROCURA DE INFORMACOES OU SITES SOBRE ELA.... MUITO TRISTE SABER O TAMANHO E IGNORANCIOA DE ALGUNS BRASILEIROS QUE NAO SABEM APRECIAR A DEDICACAO E AMOR DE KATIA PELA MUSICA.... INFELIZMENTEHA PESSOAS BOAS E RUINS NO MUNDO E TODOS TEM O DIREITO DE JULGAREM... MEU VOTO PRA ELA SEMPRE SERA O NUMERO 1000000000000000000000000000000 ATE O FINAL.... SEMPRE TE AMO. KATIA AINDA QUE VOCE NAO POSSA VER O MUNDO OU A MIM EU POSSO VER QUE AINDA DEPOIS DE UMA DECADA EU AINDA TE AMO MUITO....... CLEBSON MARTINS (ALEMANHA EUROPA)

 

[CLEBSON MARTINS] [CLEBSONM@HOTMAIL.COM] [internet]
desde que deixei o brasil ha 12 anos atras era apaixonado pela voz e simplicidade tamanho da cantora Katia... ainda depois de uma decada continuo apixonado por ela e esta paixao sera eterna....

Qual a maneira mais brega de torcer pelo Brasil na Copa?

Bandeiras

(   ) no capô do carro

(   ) pintadas nas unhas

(   ) tremulando na janela do carro

(   ) pendurada nas costas, feito super-herói

 

Adereços

(   ) Fitinhas verde-amarela nos braços

(   ) Piercing

(   ) Cara-pintada de verde e amarelo

(   ) Antenas do chapolim colorado, uma verde e outra amarela

(   ) Aros verde-amarelos nos pneus do carro.

 

Roupa

(   ) Camisa amarela com inscrição Brazil com Z

(   ) Roupas íntimas nas cores da bandeira

(   ) Um tênis verde e outro amarelo

 

Superstição

(   ) Ver o jogo com a mesma camisa

(   ) Ver o jogo no mesmo lugar

(   ) Ver o jogo com a mesma roupa íntima

 

(   ) Outras

Você não me ensinou a te esquecer

Na noite do dia 28 de julho, uma semana atrás, estávamos eu e minha noiva, Marcela, numa famosa boate da capital, na companhia de alguns amigos em comum. A teimosa batida da música eletrônica, bem como o bailar das luzes psicodélicas, a névoa de fumaça que subia pelos nossos corpos, e uns tantos goles de cerveja, devem ter afetado meu comportamento.

 

Tudo aconteceu quando Marcela ausentou-se por alguns instantes, para ir ao banheiro. Não será nenhum exagero afirmar que mal ela perdeu-me de vista, uma sua amiga, provida de rara beleza, colou-me de frente e sussurrou-me no ouvido umas tantas palavras indecentes, pedindo-me para beijá-la de imediato, enquanto fosse tempo.

 

Imagine o horror que sobra a um motorista ter que decidir, em questões de segundos, se põe o carro para a esquerda ou para a direita, sob pena de não poder evitar um acidente fatal. Não pode abster-se da decisão. Deve tomá-la a qualquer custo, esteja ela errada ou correta.

 

Assim sentia-me eu. O doce calor do hálito de Nancy, assim chamava-se a amiga de Marcela, acarinhava-me os ouvidos. A maciez de sua mão suada passeava pelo meu rosto. Eu podia sentir o seu busto, levemente sustentado por generoso decote, pressionando-me vagarosamente. Os lábios retocados por um batom de cor suave pareciam implorar-me para tocá-los. Minissaia e vestido negros. Um pequeno sinal no canto esquerdo inferior do rosto, próximo à boca, dava um toque único àquela beleza já ornada pela meiguice morena.

 

O que fazer? A mim só restavam duas opções: Afastá-la de mim ou tomá-la em meus braços. Resistir aos meus impulsos ou entregar-me a eles. Que eu fizesse uma coisa ou outra. O que não podia, de maneira alguma, era manter-me estático, boquiaberto, imóvel, mudo, paralítico, como teimava ficar. A continuar tal situação, pensei, minha noiva concluirá que me entreguei ao pecado, dada a suspeita aproximação de nossos corpos. E não há nada pior do que um condenado inocente.

 

Este pensamento me pareceu decisivo. Já que era para ser punido, que fosse por justas razões. Segurei-lhe então a cabeça com as duas mãos e a beijei de forma tão selvagem e animalesca, enlaçando-lhe o corpo com tamanha força, que cheguei a espantar as pessoas ao redor. Como pude render-me a uma lógica barata, vil e insana, não sei dizer. Muito menos como pude comportar-me de maneira tão irracional! Eis o meu pecado. Eis o meu crime. Eis o meu fardo.

 

(Trecho do conto Você não me ensinou a te esquecer, de Thiago de Góes, baseado na canção homônima de Fernando Mendes).

Jovem Guarda/Brega Company

Mais um brega-blog na parada: Jovem Guarda/Brega Company
Vejam o que diz o autor do blog, Matheus Trunk, num de seus primeiros posts:

 

CARTA AO PÚBLICO DO JOVEM GUARDA/BREGA COMPANY

 

O movimento musical Jovem Guarda (1965-68) foi um dos mais significantes da história da música brasileira. Sua importância ás vezes fica reduzida por pesquisadores e estudiosos a um nome. Ás vezes dois, três nomes. Extremamente errado, pois muitos artistas do movimento se encontram totalmente isolados. A obra desses artistas estão confinados a espaços que não é da grandeza e da importância deles a música brasileira. O interessante é que muitas vezes, esses artistas estão totalmente distantes da mídia, sendo que marcaram ou ainda marcam a vida de milhares de brasileiros, principalmente os de classes populares que acompanhavam semanalmente o programa Jovem Guarda na Rede Record, todos os domingos.

 

Esse blog terá o dever e a virtude de resgatar esses artistas muitas vezes jogados como "secundários" ou de menor importância. Essa será a grande inovação desse espaço da JG aos demais. Pois, muitos dos existentes parecem também dispostos a somente lembrar uma parte dos artistas. Aos que permaneceram mais tempo na mídia e que venderam maior número de discos. Mas como o JOVEM GUARDA/BREGA COMPANY está literalmente pouco ligando para o mercado fonográfico e para essas pessoas, propomos uma outra alternativa. E fundamentemente, uma reeleitura POP da música jovem brasileira. Não queremos que todos os artistas estejam na Globo todos os dias do ano, mas que pelo menos o público que os prestigiava e ainda os prestigia descubra onde andam esses artistas e saiba mais sobre sua obra.

 

Muitos pesquisadores elaboram justificativas bobas e idiotas sobre a importância da Jovem Guarda. Não ficaremos nisso, o importante para nós é os artistas e as músicas que marcaram e ainda marcam as nossas vidas.

 

Abraços a todos os amigos do blog,

 

Matheus Trunk,

Estudante de jornalismo e idealizador do blog

Também possuo outro blog dedicado a cinema brasileiro: www.cineterceiromundo.zip.net

Esta é a última canção que eu faço pra você!

Então girou o dial, desligando o rádio. E a última canção continuava ressonando pelos ares. Tirou da tomada. A última canção resistia inacreditavelmente. Ela soltou um grito imenso de rasgar a garganta. E deu tapas na cara. E tentou arrancar os cabelos. E tentou furar os tímpanos. E gritou de dor. E gritou de raiva. E jogou o rádio violentamente contra a parede, desmontando-o completamente. E a última canção espalhava-se pelos cantos, cada vez mais alto.

 

E tentou ligar para o cantor. E até o telefone executava solenemente a última canção. A televisão também. A geladeira. O guarda-roupa. O armário da cozinha. A última canção. A última que ele fizera para ela. O revólver. A sentença condenatória. A bala. A vergonha. A culpa. O tiro na cabeça.

 

A derradeira e Última Canção...

 

(Trecho do conto A Última Canção, de Thiago de Góes, inspirada na música de Paulo Sérgio)

Kátia

Pessoal,

Estou republicando um post do ano passado sobre a cantora Kátia. O motivo desta republicação é a participação da cantora no programa Rei Majestade, apresentado por Sílvio Santos no SBT. Ela está concorrendo com outros cantores para gravar mais um cd. Minha indicação é para que vocês votem nela

“A discriminação é como um fantasma que sempre aparece para tornar nossas noites já sempre escuras, mais escuras”.

 

A frase é de uma deficiente visual que usou de sua sensibilidade para compor canções românticas que embalaram muitos brasileiros. O nome dela é Kátia Garcia Oliveira, ou simplesmente Kátia, a cantora cega que costumava apresentar-se nos programas da Xuxa e de Silvio Santos.

 

Fibroplasia retro-lental. Esta foi a doença que cegou a cantora Kátia. Pode ter sido causada por seu parto prematuro (seis meses), má formação dos olhos ou excesso de oxigênio nos olhos nos 62 dias em que ficou na encubadora.

 

Desde então, Kátia vê com as mãos, e com a alma.

 

Protegida de Roberto Carlos, ela foi “aceita pelo público e discriminada pela mídia”, em seu primeiro disco, aos 15 anos. O segundo disco vendeu 1 milhão de cópias. Colecionou muitos prêmios: Arpe, Globo de Ouro, Cantora Revelação, a voz romântica do Brasil, Disco mais vendido, Música do ano e outros. E também gravou em espanhol.

 

Hoje, ela é proprietária da microempresa Katia Multimidia, que distribui o DOSVOX, sistema que contribui para o acesso do deficiente visual ao computador. Mas não parou de compor. Seus maiores sucessos: Ah! esse amor, Cedo pra mim, Até quando, Qualquer Jeito, Tão Só, entre outros.


SAIBA MAIS

Pequena autobiografia da cantora
Depoimentos emocionados dos fãs da cantora:
Comunidade de Kátia no Orkut

Leia nos posts abaixo letras das músicas de kátia e uma crônica de João Henrique sobre alguém que não gosta dela.

Kátia Cega II

Lembranças - Kátia

Já faz tanto tempo/ Que eu deixei/ De ser importante/ Pra você/
Já faz tanto tempo / Que eu não sou/ O que na verdade/ Eu nem cheguei a ser
E quando parti/ Deixei ficar/ Meus sonhos/ Jogados pelo chão/
Palavras perdidas pelo ar/ Lembranças curtidas/ Nesta solidão/
Eu já nem me lembro/ Quanto tempo faz/ Mas eu não me esqueço/
Que te amei demais/ Pois nem mesmo o tempo/
Conseguiu fazer esquecer/ Você/ Não fomos tudo aquilo/ Que se pode ser/
Meu amor foi mais/ Do que se pode crer/ E nem mesmo o tempo/
Conseguiu fazer esquecer/ Você/ Tentei ser feliz/ Ao lado seu/ Fiz tudo que pude/
Mas não deu/ E aqueles momentos/ Que guardei/ Me fazem lembrar/
O muito que eu te amei/ E hoje o silêncio/ Que ficou/ Eu sinto a tristeza/
Que restou/ Há sempre um vazio/ Em minha vida/
Quando relembro nossa/ Despedida

 

Qualquer Jeito (Não está sendo fácil) - Kátia
Todo dia ao amanhecer/ Quanto mais tento me esquecer/ Mais me lembro/
Não tem jeito/ Desde quando eu te conheci/
Nunca mais te tirei aqui do meu peito/ De que jeito?/ Não está sendo fácil/
Não está sendo fácil/ Não está sendo fácil viver assim/
Você está grudado em mim/ Quando eu tento me divertir/
Nos lugares que eu quero ir você sempre está/ De algum jeito está
Eu te encontro em qualquer canção/ Você vive em meu coração/ E eu aceito/
Não tem jeito/ Não está sendo fácil/ Não está sendo fácil/
Não está sendo fácil viver assim/ Você está grudado em mim
Se você ainda quiser voltar/ Não demore, eu não sei ficar desse jeito/
Não tem jeito/ Não precisa nem avisar/ Basta apenas você chegar do seu jeito
Qualquer jeito

Kátia Cega III

E pra terminar, citarei aqui esta bela crônica de Henrique Neto, do blog Tem, mas acabou. Retrata um pouco o preconceito que a própria Kátia sofreu durante toda a sua vida. O personagem da crônica não gosta de Kátia, nem de brega. Mas a ex-namorada dele é uma das nossas...

Àquela canção do Roberto
por Henrique Neto


Ficaram algumas coisas suas aqui em casa, que me deixam puto. Na caixa onde você deixava seus guardados, achei àquele estúpido autógrafo da Kátia, a cantora cega (e chata) que embalou sua adolescência. Eu não suportava essa mulher, mas você tinha verdadeira adoração por ela, além de uma fita cassete que não arrebentava nunca.

Lembrei do mico que você me fez pagar na ponte-aérea, só para conseguir essa porra de autógrafo. A mulher lá, cega, cega, arrastada para cima e para baixo por uma velha gorda com cara de tia encalhada, e você me fazendo parar a fila de embarque, só para te fazer mais um capricho.

Eu jurava que ela ia sacar da bolsa uma máquina de braile para dar a porra do autógrafo, ou um cartão com uma dedicatória padrão impressa. Qualquer coisa, menos usar a velha gorda e meu peito para escrever uma dedicatória.

Ludmila (digo seu nome por extenso só para te irritar), estou neste momento rasgando a porra do autógrafo da Kátia cega. Ainda me dou ao trabalho de picotar tão miudinho, quem nem um arqueólogo conseguirá restaurar. E tem mais, vou tirar a tarde de hoje para ir ao sebo vender todos estes seus discos geração 80. Esse inferno musical que você me submetia religiosamente aos sábados. Venderei todos a preço de banana. Melhor! Vou arremessar eles de minha janela. Vai ser lindo ver esse lixo aprendendo a voar...

Vou te dar um último conselho: arrume alguém que ature você e esse seu jeitinho retrô-sacal. Porque de minha parte, da próxima vez em que me aproximar de uma garota, vou me certificar que ela não goste de Magal, Silvinho, Biafra, Vanusa e toda essa raça de artistas fuleiros. Por mim esse povo todo deveria morrer atropelado. Eu atropelaria eles sem remorso, por exemplo.

Bem que me disse meu velho: mulher como você não vale à pena. Vou tocar minha vida. Ouvir os discos do Roberto chupando mexerica como sempre fiz, e tentar encontrar uma garota que, assim como eu, também curta uma boa Cidra gelada.

Brega 1 x 0 Violência

Eu só tenho uma coisa a dizer. O governo brasileiro deveria inspirar-se na medida inglesa e receitar Reginaldo Rossi e Odair José ao PCC.

Reino Unido usa música brega contra baderneiros
Retirado de: http://www.estadao.com.br/arteelazer/musica/noticias/2006/jun/12/264.htm

Canções que qualquer baderneiro consideraria quase insuportável de ouvir serão usadas em locais públicos para evitar tumultos

 

EFE

LONDRES - As canções de Cliff Richard, Engelbert Humperdinck e outros músicos considerados bregas poderão ser utilizadas como arma dissuasiva contra os jovens arruaceiros em alguns bairros das cidades britânicas, informou nesta segunda-feira o jornal The Independent on Sunday.

Um memorando da Associação de Municípios propõe um método já experimentado com sucesso em Sydney, onde a veiculação de músicas como Copacabana e Mandy foi o suficiente para dispersar jovens reunidos em um estacionamento.

No documento, é recomendado às Prefeituras a reprodução em lugares públicos de canções que qualquer baderneiro consideraria "quase insuportável de ouvir" por considerá-las fora de moda, acrescenta o jornal.

Entre as recomendadas por seus supostos efeitos dissuasórios, estão Release-me, de Engelbert Humperdinck, a natalina Mistletoe and Wine, de Cliff Richard, e Close to You, do The Carpenters.

As canções poderiam ser reproduzidas em galerias comerciais, estacionamentos urbanos e, inclusive, nas praças públicas onde jovens se reúnem com o objetivo de causar tumulto.

Em algumas estações do metrô londrino, já são tocadas músicas clássicas, também dissuasórias para muitos, mas a Associação de Municípios acha que só alguns dos sucessos dos anos 60 e 70 podem afugentar os baderneiros.

"Embora se tratem de canções que todos gostem, nenhum baderneiro gostaria que elas fossem associadas a ele", declarou um porta-voz da associação.

Alguns acreditam, no entanto, que a medida proposta pode, inclusive, ter o efeito contrário.

Oração forte do fim de semana de um pinguço

Recebi esse texto por e-mail.

Oração forte do fim de semana de um pinguço
O isopor é meu pastor
A cerveja não me faltará
Cerveja gelada que estais no bar
Aguardando a sexta-feira chegar
Venha a nós o copo cheio
Seja feita a nossa farra
Assim na sexta como no sábado
O mé nosso de cada dia nos dai hoje
Perdoai as nossas bebidas
Assim como nós perdoamos
A quem não tenha bebido
E não nos deixei cair no refrigerante
E livrai-nos da água

Barmém 

Feliz Dia dos Namorados!

Ela é minha noiva, minha mulher, minha eterna namorada.

Minha companheira, minha amiga.

Ela me faz feliz!

Ela cuida de mim.

Ela me faz ser uma pessoa melhor do que eu era.

Ela me complementa.

Ela me diverte, me alegra, me emociona.

 

Eu amo esta mulher!

E tenho muito orgulho dela e a admiro muito!

Ela é uma pessoa muito especial!

 

Te amo, Renata! Feliz Dia dos Namorados!

11 canções (bregas) para o Dia dos Namorados

Aproxima-se o Dia dos Namorados. Milhões de pessoas comemoram a infinita felicidade de um amor correspondido. Outras tentam conquistá-lo. Algumas outras lutam para não perdê-lo. E umas tantas lamentam na saudade do amor perdido.

 

Anísio Silva, por exemplo, rezou pela sagrada intersecção da santa mãe de Deus, para que seu amor nunca deixe de ser verdadeiro: “Ave Maria, rogai por nós, os namorados. Iluminai com vossa luz nossos amores” (Ave Maria dos Namorados). Amém!

 

O mesmo aconteceu com Nilton César, que disse para sua amada: “Receba as flores que lhe dou. E em cada flor um beijo meu”. E ainda profetizou que “no dia consagrado aos namorados, sairemos abraçados por aí a passear” (A namorada que sonhei).

 

E a namorada de Antônio Carlos também está feliz da vida, pois ela nunca deixará de ser “linda, primavera de um amor, teu sorriso, acalanto de uma flor, namorada, todo o meu amor” (A Namorada).

 

Outra que prometeu eterno amor foi Angélica: “Sou sua namorada, eu quero me casar com você, de véu e grinalda, pra ficar contigo todo tempo que eu viver” (Meu Namorado).

 

E os que ainda lutam para conquistar sua eterna namorada? Beto Barbosa passou por isso: “Amar é bom, chorar não dá. Vê se desce e vem comigo namorar. Eu vou te ensinar o ABC e fazer muito carinho pra você” (ABC dos Namorados).

 

Fábio Jr. também: “Se você quer ser minha namorada, a primeira namorada, você poderia ser. Você tem que me fazer um juramento, de só ter um pensamento, ser só minha até morrer” (Minha namorada).

 

Mas nem tudo são flores. Roberto Carlos que o diga: “A namorada, minha espera, meu repúdio, meu regresso, minha vida, meu amor. Você, uma lembrança, uma esperança, o sonho mais bonito que viveu pra se acabar” (A Namorada).

 

Pior é a situação de Ângelo Máximo, que ainda sofre pela primeira namorada: “A primeira namorada é difícil esquecer. Se você não volta logo, de saudades vou morrer” (A primeira namorada).

 

E José Ribeiro, que “para não chorar” e “para não sofrer”, vai dizer Adeus a sua amada? (Canção dos namorados). E Joana, que não agüentando mais o namorado, “um sujeito ocupado” que “não manda notícias nem dá um sinal”, mandou um recado para ele “nos classificados de um grande jornal?” (Meu namorado – Recado)

 

É, amigos, nem tudo são flores... Mas Peninha tem a solução para os amores perdidos: “Se você não vai voltar, se não vai mais me querer, só um outro amor, vai resolver” (Namorados).

 

Mas não fiquem tristes. Segunda-feira, 12 de junho, eu vou mostrar um casal que se ama muito e para sempre se amará.

11 canções (bregas) para o Dia dos Namorados

Então vamos à nossa listinha de músicas bregas para o dia dos namorados. Baixem no emule, gravem num cd e façam uma capa bem romântica:

 

A Namorada que sonhei

Namorada – Antônio Marcos

Ave Maria dos Namorados - Anísio Silva

Meu namorado – Angélica

Abc dos namorados – Beto Barbosa

Minha namorada – Fábio Jr.

A Namorada – Roberto Carlos

A primeira namorada – Ângelo Máximo

Canção dos namorados – José Ribeiro

Recado (Meu namorado) – Joana

Namorados – Peninha

Nosso amor estava escrito nas estrelas II

A seguir, mais um pequeno trecho inédito do conto “Nosso amor estava escrito nas estrelas”, baseado na canção de Tetê Espíndola.

 

Pessoal, é o seguinte: ela mandou um mapa da casa onde mora. Eu imprimi duas vias. Deixei uma em casa e levei outra comigo no carro. Eu não conheço muito bem a cidade e o lugar marcado ficava num bairro distante, no qual estive pouquíssimas vezes.

 

Já passava das dez e eu ainda estava percorrendo aquelas ruelas estreitas, de barro e esburacadas. Quando percebi que andava em círculos há tempos, parei. Decidi procurar um posto de gasolina nas proximidades, para pedir informações.

 

Havia um, cinco quarteirões à frente. Entreguei o mapa ao frentista. Ele forçou a vista. Afastou a folha de papel para um pouco mais longe dos olhos. Fez uma cara negativa e dirigiu-se a loja de conveniência.

 

Ele voltou acompanhado de um senhor de meia-idade, barriga saliente, cerveja preta na mão. O senhor abaixou-se um pouco para ficar na altura da janela e disse: “Olha, você entra nesta rua à esquerda. No terceiro sinal, dobra a direita e segue em frente. Não tenha medo, pode ir direto, que a rua é grande. Uma hora ela acaba. Aí você dobra à esquerda e já está na rua que você quer. Não tem errada!”.

 

Fingi que entendi perfeitamente e agradeci. Fui seguindo as instruções mais ou menos como eu lembrava. O lugar era visivelmente perigoso. Havia muitos terrenos baldios. Confesso que já estava com medo. Quando eu já estava preste a desistir, parei num cruzamento e li a placa com o nome da rua. Achei! É aqui mesmo...

 

Não sei como consegui, pois certamente eu não seguira as instruções do amigo do posto corretamente. Devo ter ido por um caminho mais longo. Mas agora o problema era só achar o número da casa. Os números pares ficavam do lado direito. A casa era ímpar.

 

Vocês não vão acreditar. Quando eu achei o número que estava marcado no mapa, eu gelei. Olhei uma, duas, três vezes. Não podia ser possível. Sabe o que era?

 

Um cemitério... 

Jovens Escribas

Pessoal, agora eu vou falar do Projeto Jovens Escribas, selo literário do qual faz parte meu livro Contos Bregas.


O projeto foi criado pelo publicitário natalense Carlos Fialho, um grande talento da crônica de humor. Ele é autor do texto Galado (ver post abaixo), que trata desta gíria natalense usada como vocativo polissêmico.

 

Diferentemente dos vocativos de outras regiões do país – tchê (RS), mano (SP), macho (CE) – “galado” não é conhecido além dos limites de Natal (RN). Como o texto de Fialho explica, a palavra pode assumir sentidos até contraditórios, de acordo com a situação do diálogo ou da entonação da voz.

 

Aliás, a crônica “Galado” deveria ser tema destas teses que analisam o poder viral das correntes de e-mail, pois ela conseguiu chegar em todas as partes do mundo onde havia natalense.

 

Pois bem, o sucesso do texto foi tão grande que Fialho teve a idéia de botá-lo num livro de crônicas, até para resguardar sua autoria, já que as correntes de e-mail muitas vezes omitem o autor dos textos ou até mesmo o trocam por um autor mais famoso, para que a mensagem atinja mais gente.

 

Foi então que ele teve a idéia de criar o projeto Jovens Escribas, para dar chance a outros escritores de sua geração a lançarem seus livros assim como ele lançou a obra Verão Veraneio.

 

O Projeto já tem cinco livros lançados: Verão Veraneio (Carlos Fialho), Lítio (Patrício Jr.), É tudo Mentira (Carlos Fialho), Contos Bregas (Thiago de Góes). O próximo será Escolha o título (Daniel Minchoni).

 

E não para por aí, o Projeto já tem um blog próprio, no qual os autores publicam seus textos e opiniões. O endereço é http://www.jovensescribas.com.br/blog/ . O blog está muito massa e eu recomendo a leitura! 

Jovens Escribas II

Galado

Por Carlos Fialho

Morar longe de Natal nos faz sentir saudades de muitas coisas. Saudades da família, das gatations, dos amigos (principalmente dos canalhas, patifes e vigaristas), das praias (Pirangi, Ponta Negra, Redinha, Pipa), da Ribeira, das cachaças e tudo mais. Porém, tem uma coisa da qual tenho saudades mais do que tudo. Tem um detalhezinho que nos faz uma falta imensa: falar galado.

 

Falar galado nos faz sentir mais natalenses. É como se redescobríssemos nossas raízes cada vez que dizemos tão nobre palavra do nosso vocabulário regional. Aliás, galado é só nossa. Um natalense que nunca falou galado não é digno de confiança. Não o chame para almoçar na sua casa e, em hipótese alguma, deixe este enganador sair com sua filha. Os cariocas não falam galado. Isto é, em lugar nenhum do mundo além da grande Natal se fala galado. Se você sair daí e cumprimentar alguém com um singelo e bem intencionado “Digaí, galado”, invariavelmente ouvirá um “Como é que é rapá?” como resposta. Eles simplesmente não compreendem a beleza etimológica que define nossa identidade de natalenses.


Aliás, na entrada de Natal deveria haver uma placa com os dizeres “Bem-vindos, Galados”. Os grandes cidadãos natalenses receberiam a condecoração da “Ordem dos Galados” e os poetas potiguares escreveriam odes a este belo vocábulo.

 

Muito antes de toda esta celeuma em torno de remédios genéricos, nós já tínhamos inventado a primeira palavra genérica da língua portuguesa com conotações positivas e negativas, agradáveis e desagradáveis. Galado combina com tudo:

 

Para dar parabéns.

-Ei, hoje é meu aniversário.

-Parabéns, galado.

 

Para definir algo ruim.

-Como é que foi o jogo de society?

-Foi a pelada mais galada que eu já joguei.

 

Para denunciar um canalha.

-Aquele cara é legal?

-Não. Na verdade é um galado.

 

Ou o contrário.

-Aquele cara é legal?

-É. Ele é muito engraçado. É um galado.

 

Grandes teses seriam escritas por historiadores locais sobre a importância da palavra galado na construção da sociedade num contexto geopolítico do pós-guerra. Os lingüistas potiguares abordariam todas as variantes do termo e o impacto sobre o nosso vocabulário.

 

Galado é uma dessas palavras que nos dá prazer de falar. É quase indescritível. Só sabe quem já falou. Ah, como é bom falar galado! É uma palavra tão... tão... Sei lá, tipo, galada mesmo.

Nosso amor estava escrito nas estrelas

A seguir, pequeno trecho do conto “Nosso amor estava escrito nas estrelas”, baseado na canção de Tetê Espíndola.

 

Na noite do último 04 de fevereiro, eu estava sentado na praça de alimentação do shopping, com dois ingressos para a seção de cinema, marcada para 19h30. Toda loira bonita que passava, eu pensava que era ela. E passaram muitas.

 

Já era 19h37, quando eu abordei uma mulher parecidíssima com a foto que eu tinha pegado no Orkut. Vocês precisavam ver a cara da moça quando eu olhei pra ela e disse: Você que é a Lua Nova?

 

Foi ridículo. Eu nunca passei tanta vergonha na mina vida. Ela fez uma cara de nojo, disse “vai procurar outra coisa pra fazer, vagabundo”, virou-se rapidamente e passou a caminhar, a passos longos. Esperei mais cinco minutos. Como a verdadeira Lua não apareceu, eu decidi vender os ingressos para um casal atrasado. Esperei mais meia hora e nada.

 

Na terça-feira, eu tive a idéia de procurar no Google o termo “Lua Nova”. Então, eu achei o blog dela. E tava tudo confessado lá, com todas as letras: ela criou um orkut falso, com uma foto de outra pessoa. E não teve coragem de aparecer no encontro...

Seção “Para enganar o google”

Seleção Brasileira (Copa 2006): Dida, Rogério Ceni, Julio Cesar, Cafu, Cicinho, Roberto Carlos, Gilberto, Lúcio, Juan, Luisão, Cris, Emerson, Edmilson, Gilberto Silva, Zé Roberto, Kaká, Juninho, Pernambucano, Ricardinho, Ronaldinho Gaúcho, Adriano, Ronaldo, Robinho, Fred

Brega x Futebol

Encontrei este texto no portal de esportes do Yahoo, no endereço http://br.esportes.yahoo.com/copa/noticia/060530/50/158qa.htmlSimplesmente hilário e revelador! Não está assinada por ninguém. Vou transcrever para vocês:

 

Como o brega explica o futebol paulista

 

O Campeonato Brasileiro perdeu muito da sua graça com a proximidade da Copa do Mundo, o que não poderia ser diferente levando-se em conta a disposição do noticiário esportivo em alternar manchetes do Ronaldinho Gaúcho e do Zidane, ambos esquentando os tamborins para o Mundial, com as atuações do Váldson pelo Santa Cruz e pelo ressurgimento do lateral Neném no Botafogo. Em outras palavras, quando Frank Sinatra toca no rádio, seria conveniente que a discoteca do Chacrinha permanecesse no baú.

 

Mas a música brega faz parte da nossa cultura e o Roberto Carlos (o cantor) está aí para não nos deixar mentir. O mundo do futebol não só compactua com essa tendência como também dialoga com ela, conforme provam todas as rodadas os inúmeros jogadores que repetem o insosso gesto de beijar a aliança ao marcar um gol e desenhar um coração com os dedos na frente da câmera da Globo, esgoelando coisas do tipo “Meirelucy eu te amo”.

 

Os quatro grandes clubes paulistas vão para o intervalo de temporada com músicas antigas para ouvir e refletir, enquanto o Frank Sinatra rola solto no mais alto nível em gramados alemães.

 

O Corinthians é um caso clássico para Almir Rogério, autor do épico “Fuscão Preto”, com a dor ressentida de ter perdido a Libertadores mais uma vez. É praticamente a história da continuação de “Fuscão Preto”, chamada “Motoqueiro”, em que, no dia do casamento, com a igreja lotada, a noiva do protagonista foge da cidade vestida de noiva na garupa da moto do amante. Foi assim que a taça da Libertadores mais uma vez saiu do Pacaembu junto com o ônibus do River Plate, naquela fatídica quinta-feira.

 

O time do Santos, por sua vez, tem sintonia com aquela uma do Amado Baptista chamada “O Lixeiro e a Empregada”, cujo enredo retrata o namorico de portão de um lixeiro para com a doméstica de uma casa de grã-finos. O próprio Baptista é o autor, e ele tira um barato de que ninguém contou a história de amor dos dois:

 

“O tempo foi passando e minha vida mudou

De um simples lixeiro eu me tornei um cantor

Essa é a minha história

Nenhum poeta contou

O lixeiro e a empregada

Um novo caso de amor”

 

CONTINUA NO POST ABAIXO

Brega x Futebol - CONTINUAÇÃO

A similaridade deve-se ao fato de que nenhum poeta cantou o sucesso de um time cuja maior contratação foi de um fraco Rodrigo Tabata, e que não conseguia sair da ressaca de ter tomado de 7 a 1 do rival Corinthians no fim do ano. No entanto, a habilidade de Vanderlei Luxemburgo foi mais alto que seus problemas com a certidão de nascimento no passado e sua saída do Real Madrid, e o Peixe, além de campeão paulista, segue forte para tentar a sorte no Campeonato Brasileiro.

 

O São Paulo vive fase de alto astral delicado. Alto astral porque o time é bom, é o atual campeão do mundo e segue vivo na Libertadores; delicado porque para a sua mimada torcida, vencer o torneio continental é quase uma obrigação, e qualquer coisa menos que isso provocará taxações de “time amarelão” de boa parte dela - mas nem de todos, é claro. É como aquela canção do Ovelha, “Sem você não viverei”, em que o sujeito pede para a amada voltar logo, senão o bicho vai pegar.

 

E tem o Palmeiras, o Verdão de tantos sapos enterrados no gramado do Palestra Itália, e que agora não assusta mais ninguém, fenômeno que vai de encontro com sua tradição. Odair José, o mais profundo poeta da geração brega dos anos 70 e 80, já cantou o que todo palmeirense precisa cantar para resgatar seu time da cratera em que ele se encontra: “Vou tirar você desse lugar”. Eis o primeiro sucesso de Odair, em que o personagem principal relata sutilmente ter ido a um lupanar “só para se distrair”, mas que voltou lá porque se apaixonou perdidamente por uma das moças da casa. Prometeu a ela uma vida melhor fora do meretrício e juntos traçam planos para o futuro, sem medo “do que os outros vão falar”.

 

A música brega pode explicar o futebol. Juntos, ambos talvez possam explicar o Brasil.

FIM

World Brega Music

Há coisa mais brega que versões de músicas em outras línguas? Há, sim: versões de músicas BREGAS em outras línguas.

 

O principal mestre neste quesito é Falcão, que compôs três pérolas. Do clássico Eu não sou cachorro, não!, ele fez I’m not dog no! O Fuscão Preto virou Black People Car. E Meu cofrinho de amor virou My little coffer of love.

 

E há aquelas que foram traduzidas do português para o espanhol, que é uma língua ainda mais brega que o português (brega pra mim é elogio). Exemplos?

 

O rock brega dos Mamonas Assassinas, Pelados em Santos, virou Desnudos em Cancún.
De Roberto Carlos então, eu tiro 3 pérolas: CaminhoneiroCamionero, Mulher PequenaMujer Pequeña, e DetalhesDetalles.

 

E também tem o lado inverso: de outras línguas para o português. O clássico francês Et si tu N’existais Pas virou Ah, eu não agüento mais na voz de Reginaldo Rossi. Ele também traduziu Carnavalito (El humahuaqueño) e fez dela o frevo Carnavalito.

 

E ainda tem aquelas que todos pensam que foram traduzidas do português para outras línguas, mas foi justamente o contrário. É o caso de Esta é a última canção versão para Esta es la última canción; da lambada Chorando se foi, versão de LLorando se fue, que também virou The Lambada; e de Siga seu Rumo, versão para Olvidame y pega la vuelta.

 

E não poderia deixar de citar Morango do Nordeste, traduzida para Strawberry of Northewst. E para finalizar, posso citar o bolero Quizás, quizás, quizás, que virou Perhaps, Perhaps, Perhaps e ainda Talvez, Talvez, Talvez.

CONTINUA NO POST ABAIXO

World Brega Music II

Vamos fazer então uma listinha com as versões mais bregas? A minha fica assim Ver post abaixo). Quem quiser pode acrescentar mais ou fazer a sua própria. Depois é só pegar no emule e gravar num cd!

 

World Brega Music
-
Eu não sou cachorro, não! (Waldick Soriano) - I’m not dog no! (Falcão)
- Fuscão Preto (Almir Rogério) - Black People Car (Falcão).

- Meu cofrinho de amor (Elino Julião) - My little coffer of love (Falcão).

- Pelados em Santos (Mamonas Assassinas) - Desnudos em Cancun (Mamonas Asesinas).
- Caminhoneiro (Roberto Carlos) – Camionero (Roberto Carlos)

- Mulher Pequena (Roberto Carlos) – Mujer Pequena (Roberto Carlos)

- Detalhes (Roberto Carlos) – Detajes (Roberto Carlos).

- Et si tu N’existais Pás - Ah, eu não agüento mais (Reginaldo Rossi).

- Carnavalito (El humahuaqueño) – Carnavalito (Reginaldo Rossi).

- Esta es la última canción (Victor Iturbe Piruli) - Esta é a última canção (Paulo Sérgio).
- LLorando se fue (Los Kjarkas) - Chorando se foi (Kaoma) - The Lambada.

- Siga seu Rumo (Pimpinella) - Siga seu rumo (Banda Vexame).

- Morango do Nordeste (Lairton dos Teclados) Strawberry of Northewst (Elzio Silver).

- Quizás, quizás, quizás - Perhaps, Perhaps, Perhaps (Cake) - Talvez, Talvez, Talvez.

 

OPINIÃO

Não há nada mais antropofágico que traduzir música brega do português para outras línguas, com sotaque brasileiro e sem respeitar a estrutura lógica da língua destino. O inglês levemente ao pé da letra com sotaque cearense de Falcão e com inédita dupla negação (I’m not dog no!) é um grito de guerra contra o imperialismo cultural norte-americano. A música brega está fazendo o que os tropicalistas tentaram e não conseguiram.

 

Olha só o achado: a canção Carnavalito conceitua o carnaval assim: “fiesta de la quebrada, humauaqueña para cantar. Erque, charango y bombo, carnvalito para bailar”. Sabe como Rossi traduziu? Vejam só:

 

“Festa de uma raça que o ano inteiro só trabalhou; que quer brincar com graça, com muita paz e com muito amor”. E ainda completa: “Vamos dançar o samba, dançar o frevo e o afoxé. Tudo com muita graça, muita cachaça e muita mulher”. É ou não é um poeta brasileiro?

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