Contos Bregas no I Encontro de Blogueiros de Fortaleza

Eu estarei lá!

Vou bregalizar a blogosfera cearense! ehehehe

Os cinco blogs que eu indico para o BlogDay

Neste dia do blog, o BlogDay incentiva cada blogueiro a divulgar cinco outros blogs. Ano passado eu também participei. Neste ano, vou repetir a dose, com outros cinco excelentes blogs para você conferir:

 

PLOG – O Blog do Patrício

Patrício Jr. é autor do romance Lítio, do selo Jovens Escribas. Excelente escritor e blogueiro. Lá no blog dele, você pode ler tanto textos literários quanto desabafos com os desmandos dos políticos brasileiros. Além disso, ele está promovendo uma experiência de escrita colaborativa da qual estou participando. Trata-se do hipertexto literário Contramão, no qual cada autor escreve a continuação do capítulo anterior, escrito por outro autor. O texto conta a história do embate entre dois motoristas que param seus veículos um na frente do outro, atrapalhando o trânsito. Eu já escrevi o meu capítulo que vai ao ar daqui a duas semanas.

 

Blog do Maurição

Maurício Lima é jornalista cearense e tem ótimo senso de humor. O blog dele é recente, mas já conquistou inúmeros leitores. Além disso, o campo dos comentários é bastante usado. A campanha que ele fez para escolher as maravilhas do Estado do Ceará está fazendo muito sucesso, atraindo vários comentários.

 

Los blogs de BBC Mundo

Eu passei muito tempo procurando um bom blog escrito em espanhol, para que eu pudesse treinar o idioma. Encontrei! Los blogs de BBC Mundo traz posts muito interessantes sobre cultura, política, esporte e outros. Os posts são muito bem escritos e trazem informações relevantes para o conhecimento sobre o mundo “hispano-hablante”, como estas profundas reflexões sobre a felicidade na Venezuela.

 

Blog Torcedor América-RN

O América de Natal, ou Mecão para os íntimos, pode ser o lanterninha da Série A do Campeonato Brasileiro. Mas, se isto serve de consolo, ao menos o time tem o melhor blog de torcedor do Brasil. Carlos Fialho fala de futebol com a irreverência e o senso de humor que o futebol necessita. Os posts levam para a Internet aquela rivalidade irreverente que há entre os torcedores de futebol. Ao ler o blog, parece que você está numa mesa de bar. Fialho também consegue tirar interessantes metáforas para falar da situação do América. Uma delas é a piada O Tigre e o Dragão, que simboliza a corrida para se livrar do rebaixamento.

 

Silenzio, no Hay Banda

Eu já falei do blog de Gabriel Ramalho aqui. É um excelente espaço onde você pode encontrar textos muito bem escritos sobre política e literatura. O blog dele já foi citado até pelo Portal Literal. Mas o que eu mais gosto no blog de Gabriel é sua capacidade de descobrir coisas super interessantes na Internet e divulgá-las com riqueza de detalhes. Uma destas descobertas é esta sensacional exposição de um artista estrangeiro (não me lembro a nacionalidade), com esculturas feitas em papel A4. Muito legal. Vá lá no post de 28 de agosto de 2007 e veja como esta escultura de um pensador olhando para sua sombra, para seu passado, é fenomenal.

Celebridades prestigiam lançamento de cd de Waldick Soriano; Veja vídeo no YouTube

Para quem não sabe, Patrícia Pilar promoveu o lançamento do novo cd e dvd de Waldick Soriano, que foi prestigiado por inúmeras celebridades, como Aguinaldo Timóteo, Cissa Guimarães, Tony Ramos, Preta Gil e muitos outros.

 

A BAND fez uma bela matéria sobre o lançamento. Confira aí no vídeo do YouTube:



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Minhas impressões sobre a entrevista de Waldick

Entreguei meu livro para Waldick Soriano!

 

Conto “Eu não sou cachorro, não”, inspirado na canção de Waldick Soriano

Resultado parcial da promoção 10 Perguntas para Você Responder

André Gabriel, do blog tragédia (porque tragédia pouca é bobagem), foi o vencedor da promoção “10 perguntas para você responder. Valendo um livro!”, que lancei ontem. As respostas dele foram super criativas e bem-humoradas e, por isso, ele ganhou um exemplar do livro Lobas, Deusas e Ninfetas. E se você ainda quiser responder, a promoção vale até sexta-feira próxima! Veja aí as respostas do André Gabriel:

 

1. Quem está em pior situação: Renan Calheiros ou o América de Natal?

Ao contrário do Ameriquinha, o Renan não pode ser (ainda) mais rebaixado.


2. O infinito é na origem?

Os fins justificam os meios.


3. Felipe Massa vai ser campeão nesta temporada de Fórmula 1?

E o Rubinho vai ser vice.


4. Lula será novamente candidato à reeleição?

Claro, e terá como cabo eleitoral o Papai Noel, o coelhinho da páscoa e pagará todo mundo com nota de 200 reais.


5. O Brasil é brega?

Não, os outros é que são chics demais.


6. A verdade só faz sentido disfarçada?

A verdade não existe, o que existe são diferentes pontos de vista.


7. Você acreditou no namoro de Íris e Alemão?

Eu me odeio, acreditei sim, só não votei (uffa).


8. Você acreditou no hoax das duas luas?

Acreditei tb, mas esqueci de ficar acordado no dia, a raiva maior foi da minha decepção ..hahaha.


9. Qual a música mais brega do mundo?

Amor I love you.


10. Tudo depende da flexibilidade do rabo da lagartixa?

Multiplicado pela soma das contas de água, luz e telefone, dividido pelo número daqueles que gostam de fanta uva.

Dez perguntas para você responder. Valendo um livro!

As três melhores respostas ganham o livro “Lobas, Deusas e Ninfetas”.

 

1. Quem está em pior situação: Renan Calheiros ou o América de Natal?

2. O infinito é na origem?

3. Felipe Massa vai ser campeão nesta temporada de Fórmula 1?

4. Lula será novamente candidato à reeleição?

5. O Brasil é brega?

6. A verdade só faz sentido disfarçada?

7. Você acreditou no namoro de Íris e Alemão?

8. Você acreditou no hoax das duas luas?

9. Qual a música mais brega do mundo?

10. Tudo depende da flexibilidade do rabo da lagartixa?

Escritor potiguar em coletânea de terror + hipertexto Contramão + Jovens Escribas em João Pessoa

Algumas notícias.

 

1.

O escritor potiguar Márcio Benjamin foi selecionado para participar da coletânea nacional de contos de terror Noctâmbulos. A obra será lançada no próximo dia 2 de setembro, pela Andross Editora. O conto de Márcio é o Adormeça e abre o livro. Excelente! Quem nunca teve medo do escuro, afinal?

 

2.

O escritor Patrício Jr. está promovendo uma experiência literária coletiva. Trata-se do hipertexto Contramão, que será escrito por vários autores, cada um fazendo a continuação do texto anterior. O hipertexto, que já está no segundo capítulo, inicia com um embate entre dois motoristas que param seus automóveis frente a frente numa via de mão única e não arredam pé, atrapalhando o trânsito. Eu escreverei o quarto capítulo. Acompanhe a história!

 

3.

Semana passada, participei do Agosto das Letras, em João Pessoa. O escritor Carlos Fialho resumiu a participação dos Jovens Escribas.

 

Piada boa você ri na hora. Ria com Hiran Delmar

Você já ouviu dizer que rir é o melhor remédio? Que é melhor rir para não chorar?

 

Eu já sabia disso quando dediquei meu livro Contos Bregas “aos que riem de si mesmos”. Sim, pois o “auto-riso” é muito mais eficiente, anárquico, autêntico e nobre do que rir dos outros. É o antídoto para a pimenta nos próprios olhos.

 

Já ouvi muitos atores afirmarem que fazer rir é infinitamente mais difícil do que fazer chorar.  Afinal, há muita gente por aí que “anda tão a flor da pele que qualquer beijo de novela lhe faz chorar”. E também é verdade que há os que riem com qualquer besteira.

 

Mas disputas à parte, eu creio que a capacidade de fazer rir passa também pelo sofrimento. Explico. Aquele que já desceu ao fundo do poço pode levar alguém muito mais facilmente aos céus por meio de sonoras e desinibidas gargalhadas. Cuidado, não estou falando de morrer de rir, ao menos literalmente. Pois quem sofre valoriza o riso.

 

Lembro que numa feira literária alguém perguntou a dois escritores para que servia o humor. O primeiro iniciou uma grande e complexa reflexão sobre a palavra. Ninguém aplaudiu. O outro simplesmente disse: “para fazer rir”. A platéia foi ao delírio.

 

Digo isto porque não considero humor aquilo que não me faz rir. Há muitos programas de “humor” na televisão que não me fazem rir. São falsos. Desculpe-me, mas para mim não existe humor refinado. Rir é um ato irracional.

 

Se você precisa pensar para rir de uma piada, não é você que é burro. O humorista é que é incompetente. Se você precisa de erudição para rir de uma piada, então não é piada. Chame no máximo de anedota, que é uma palavra menos crua. O humor é democrático. Faz rir aos ricos e aos pobres. Mais a estes do que àqueles. E Piada boa você ri na hora, seja qual for seu nível de escolaridade.

 

Depois da morte do Espanta, eu estava um pouco órfão de humoristas que seguem esta linha mais popular. Afinal, quem não riu com a história do Bira no Cabaré da Leila ou do Espanta no terreiro de Macumba bom sujeito não é.

 

Mas não se desespere. Se você morria de rir com o Espanta, certamente fará o mesmo com Hiran Delmar. Você talvez ainda não o conheça de vista, mas os cearenses já são bastante familiarizados ao menos com a voz dele, que encarna o personagem Coxinha, integrante de Nas Garras da Patrulha, da TV Diário, ao meu ver o melhor programa de humor da televisão brasileira atualmente.

 

Aliás, o personagem Coxinha já virou folclore aqui no Ceará. Ele é a personificação do homem falso. Aquele que te elogia na frente e te xinga pelas costas. Muito engraçado, ninguém escapa da “tesoura” do Coxinha. Ele até já virou tema de música, num pagode que diz “cuidado com ele, mulher faladeira pra ele fichinha/ É tesoura, é língua afiada/ o nome dele é Coxinha”.

 

Mas chega de blá-blá-blá e vamos rir que é o que interessa. Veja o vídeo aí embaixo e ria muito com Hiran Delmar. Eu nunca vi uma paródia do Silvo Santos tão hilária quanto esta:

Conto da conversa entre Fofão e Pinóquio

Esquecido numa estante longínqua, o boneco repousava entre mil brinquedos amontoados. Uma espada perdida alfinetava-lhe a vultosa bochecha, enquanto pequenas peças de um jogo de tabuleiros emaranhavam-se nos longos cabelos vermelhos do boneco, que também se viam entre suas mãos e pés.

 

“Você não é daqui, estou certo?”, perguntou-lhe um vizinho de enorme e pontiagudo nariz.

“O quê? Você falou comigo?”.

“Sim. Falei com você”.

“Mas bonecos não falam!”.

“Pois você não está falando? Vai dizer que não é boneco?”.

 

Estava certo. Mas como pode? Ele, que nunca soube de si, agora estava ali: conversando, pensando, vendo o mundo como ele nunca fora. “Não está certo. Isto não é para nós”, argumentou. Achava que sua função limitava-se a existir, simplesmente. Estar ali naquela estante, inerte, até que alguém o tirasse de lá, o jogasse no lixo, o doasse para alguém. Mas que nada disso fosse de seu conhecimento. 

 

O companheiro refez a pergunta.

 

“Você não é daqui, estou certo?”.

“Não sei. Não era pra saber. Nem pra não saber. Estou muito confuso”.

“Você apenas passou a saber que existe. Que mal há nisso?”

“Era melhor como antes. De que vale o pensamento sem a vida?”.

“Como assim?”.

“Não somos nada. Ninguém sabe da gente”.

“Eu sei”.

“Mas você não passa de um boneco”.

“E você, não?”.

“Escuta aqui, foi você que fez isso comigo?”.

“Eu não fiz nada. Apenas perguntei e você respondeu”.

“Pois não era pra ter perguntado. Quem mandou?”.

“Você respondeu porque quis, seu cabeludo!”.

“E você, narigudo?”.

“Bochechudo!”.

“Mentiroso!”.

 

Este último adjetivo destampou-lhe ainda mais as emoções. Deu-se por vencido o bochechudo. E chorou. Ele, que nunca fora ninguém, agora sabia disso. Não poderia haver pior castigo. Então respondeu desesperançosamente ao amigo narigudo:

 

“Não, eu não sou daqui...”.

 

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E não se esqueça: De perto, ninguém é chique!

Você não sabe como foi difícil chegar até aqui – Número 3

Recentemente, internautas chegaram até aqui procurando pelas seguintes expressões nos mecanismos de busca:

 

- como comportar-me em casamento chique

- como decorar uma festa com o tema jovem guarda

- como arranjar namorada na net

- como decorar um bar

- como decorar uma festa de minas gerais

 

Minhas respostas: não sei, não sei, não sei, não sei e não sei.

 

Vamos. Responda! Ajude aos meus leitores pára-quedistas!

 

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Você não sabe como foi difícil chegar até aqui – Número 2

Você não sabe como foi difícil chegar até aqui – Número 1

Ouça o sucesso de Roberto Muller em espanhol, com Barbarito Diez

Ontem, eu falei da versão da música Entre Espumas, sucesso do cantor Roberto Muller. Como disse, a versão original é cubana e cantada por Barbarito Diez.

 

Eu ofereci um livro meu para quem mandasse o arquivo da versão original em mp3. Pois bem, o vencedor da promoção foi a própria fonte da informação: o blogueiro Waldílio Siso.

 

Agora, sim, você pode escutar Entre Espumas, em espanhol, com Barbarito Diez (clique no link para ouvir). Se quiser ler a letra em espanhol basta conferir no post anterior.

 

Márcio Benjamin perguntou nos comentários se este Barbarito Diez é um dos integrantes do Buena Vista Social Club. Eu realmente não sei. Alguém sabe?

 

Você conhece outras versões de músicas bregas em outras línguas? Quais?

Sucesso de Roberto Muller é versão de música cubana

Os bregueiros lá do Paiuí conhecem muito bem o cantor Roberto Muller. Ele fez sucesso com a gravação de Entre Espumas (clique no link para ouvir), que traz o esplendoroso e sábio refrão “Um amor que surge numa mesa/ Entre espumas terá que terminar”. Vejam a letra.

 

Uma noite sentou-se a minha mesa
E entre tragos, lhe dei todo meu amor
Transcorreram só duas semanas
Como em sonho minha vida se acabou

Desde então, os rios do meu pranto
Confortavam a cruz da minha dor
Ninguém sabe que meus males são tão grandes
Que me partem o coração

Mas conforta e eu sei que está em minhas mãos
Aliviai-me desta amargura
Se um amor nasceu de uma cerveja
Outra cerveja beberei para esquecer
Um amor que surge numa mesa
Entre espumas terá que terminar

 

Waldílio Siso, do blog Piauí, Arte e Cultura revelou que a versão original desta música é cubana, composta por Luis Marquetti e interpretada por Barbarito Diez, conhecido por aquelas bandas como “príncipe del danzón”. Veja a letra em espanhol:

 

Una noche se sentó a mi mesa
y en las copas bebí todo su amor
transcurrieron sólo dos semanas
tras las cuales mi vida se llevó.

Desde entonces los hilos de mi llanto
entretejen la cruz de mi dolor
nadie sabe que mis penas son tan grandes
que me doblan el corazón.

Mas no importa yo sé que está en mis manos
el olvidar mi desventura
si este amor nació de una cerveza
otra cerveza beberé para olvidar
un querer que surge en una mesa
entre espumas se debe de olvidar.

 

Quem mandar o mp3 da versão cubana para mim ganha um exemplar do livro Contos Bregas. Se você tem o arquivo, deixe seu e-mail nos comentários, que eu entro em contato. Si tienes la mp3 de “Entre Espumas", con Barbarito Diez, envíamela, por favor.

Brega's Night + Agosto das Letras

Este final de semana promete!

 

Na sexta, eu estarei lá no BNB Clube de Fortaleza, para conferir a festa “Brega’s Night, Parte 1”, que vai trazer “uma programação exclusivamente destinada aos amantes da música brega e do legítimo humor cearense”.

 

Da parte do brega vai ter Genival Santos (“Mulher”, “Meu coração está em greve”, “Eu te peguei no flagra”, etc); José Ribeiro (“Aqui estou eu”, “Erro de matrimônio”, “O amor existe”, etc) e Banda Matéria Prima (Clube do Brega). E da parte do humor, Iran Delmar e Kleber Monteiro (Garras da Patrulha).

 

No domingo, eu estarei em João Pessoa, para participar do Agosto das Letras – Festival Pessoense de Literatura, promovido pela Funjope.

 

Eu e outros escritores do selo literário potiguar Jovens Escribas vamos falar sobre nossos livros no Fórum de Literatura, que começa às 17h.

Você não sabe como foi difícil chegar até aqui

Dias atrás, eu abri mais uma sessão aqui no blog, que batizo com o verso de uma música da banda Belina Mamão que diz: “Você não sabe como foi difícil chegar até aqui”.

 

É só um apanhado de palavras-chave que trazem usuários de busca aos Contos Bregas. Popularmente, estes usuários que chegam a sites por meio de buscas são chamados de pára-quedistas. As buscas que especifiquei são de pessoas que querem saber como fazer determinada coisa.

 

Por exemplo, de terça para hoje, duas pessoas chegaram até aqui procurando por:

 

- “Como comportar-me em casamento chique”

- “Como decorar uma festa com o tema jovem guarda”

 

Como eu não sou consultor de nada, deixo o espaço aberto para você, leitor, responder a estas dúvidas. O leitor Hugo Morais, do blog Bem Vindo, Boa Viagem, por exemplo, respondeu de forma engraçada à dúvida de um destes pára-quedistas. Veja o que ele disse:

 

[Hugo Morais]
Rapaz, dia desses passou no Tela Class, aquelas redublagens de Hermes e Renato, um filme chamado Boquinha de Cemitério. Sobre um cara que tinha um bafo danado. A receita do médico foi: Duas colheres de criolina, 3 naftalinas e gargarejo com dois copos de detergente.

 

E você? Também tem dicas aos meus leitores pára-quedistas?

Silenzio, No Hay Banda

Pessoal, hoje começo uma série de entrevistas com blogueiros que leio freqüentemente. Vou começar pelo colega designer Gabriel Ramalho, dono do blog Silenzio, No Hay Banda 

Gabriel acredita que a prática de escrever freqüentemente mensagens para o mundo “é uma catarse”. Eu concordo com ele. Mas acho que nem só para terapia servem os blogs. Gabriel é exemplo de que eles também podem funcionar como uma “vitrine de trabalho”.  

Em 2001, quando editava o Macroondas, um dos primeiros blogs do Ceará, ele pôs na primeira página do blog uma animação de um boneco produzido em linguagem flash, que conversava com o leitor. Por causa desta animação, o Macroondas ficou conhecido como o “blog do boneco de massa”, recebeu menções em sites e revistas online sobre webdesign e Gabriel foi convidado a fazer trabalhos para uma empresa de comunicação em Minas Gerais, para onde acabou se mudando por curto período. 

Em 2002, Gabriel Ramalho decidiu criar um outro blog, desta vez dedicado mais a assuntos pessoais, bem como textos literários, resenhas de cinema e até análises políticas. Foi assim que surgiu o “Silenzio, No Hay Banda”, cujo título é inspirado num filme do cineasta David Lynch. 

O reconhecimento pela qualidade do conteúdo do Silenzio foi imediato. Ele foi citado e recomendado por grandes portais brasileiros, como o Portal Literal e o No Mínimo. Este último publicou até uma chamada intitulada “Gabriel Ramalho está arrebentando no conto”. 

O sucesso foi tão grande que ele chegou até a ser reconhecido na rua por um dos leitores do blog, que lhe perguntou sobre um post no qual Gabriel explicava por quais motivos não gostava da banda Legião Urbana. “Esta foi uma das postagens mais comentadas pelos leitores, muitos deles fãs fervorosos da banda, indignados com a minha opinião”, lembra Gabriel, que também é músico e utiliza o blog para divulgar suas composições. 

Hoje, além do Silenzio, Gabriel escreve para uma coluna da revista eletrônica Autêntica Vida, também na Internet. Ele afirma que continuará blogando por bastante tempo, enquanto houver ferramentas tecnológicas que facilitem esta gestão de conteúdo. Posteriormente, Gabriel também pretende compilar os melhores textos literários já publicados em seus blogs e reuni-los num livro. 

Contos Bregas - Por que você bloga?
Gabriel Ramalho - Blogar não é um ato constante nem um hábito diário, mas ou acontecem coisas no dia-a-dia ou discorro sobre alguns assuntos no cotidiano e sinto a necessidade de compartilhar com mais gente. Por esta facilidade de escrever e divulgar o que penso, o blog é como uma cartarse, onde posso extravasar e apresentar o que ando produzindo em termos culturais, bem como analisar e criticar os mais diversos fatos políticos ou culturais. 

O que os blogs têm de melhor?
A facilidade de atualização, de gerência, a interatividade com os leitores... É também uma ótima forma de se conhecer gente e trocar conhecimento. 

O que os blogs têm de pior?
Alguns pecam por falta de cuidado com a própria linguagem ou na divulgação de informações precipitadas. Por ser um meio de natureza editorial e não simplesmente narrativa no que se refere à apresentação de fatos, por exemplo, comumente acontecem erros pela pressa em divulgar alguma informação ou opinião bombástica. O que toma dimensões ainda maiores e preocupantes devido ao grande acesso que tais veículos vêm tendo nos últimos tempos, sendo considerados quase que como mídia informativa alternativa à tradicional. 

Qual conselho você dá para quem pensa em começar a blogar agora?
Ser original, buscar trazer sempre informações relevantes e manter a democracia no trato com leitores, mesmo os mais fleumáticos. 

O que você diz para os leitores dos Contos Bregas?
Uso as palavras de Odair José pra declarar minha experiência com este blog “Olha... A primeira vez que eu estive aqui / Foi só pra me distrair (...) Olha... A segunda vez que eu estive aqui / Já não foi pra distrair / Eu senti saudade de você“. E tenho vindo aqui desde então. Deixo um abraço a todos os leitores, que como eu, acreditam que o brega e o kitsch são bem diferentes de “falta de bom gosto” e que sendo o amor brega, o brega é, portanto, a salvação da humanidade. Mas que frase brega esta última, hein?

Desesperado, ordenou: Eu quero você agora!.

Aos amigos, ele disse: “Ela ainda vai se rastejar aos meus pés”.

E a ela: “O que faço para conquistar você novamente?”.

 

Nada. Ela já gostava de outro.

 

“Esqueça. Ele simplesmente não está afim de você”.

“Ouça: a minha ousadia é a sua desculpa para ficar perto de mim”.

 

Ele não entendeu. Desesperado, ordenou: "Eu quero você agora!".

 

Mas já era tarde demais...

Se uma não chegar, a outra chega

O Tom fez xixi na mala e jogou um ovo pela janela. Era somente birra, porque ele queria ver as aventuras da turma da cocada e do picolé, enquanto eu insistia nos desenhos animados relacionados ao Nordeste.

 

Em vão, tentei distraí-lo explicando coisas sobre o pernilongo e sobre a mensagem subliminar do palhaço.

 

Chateado com minhas esquisitices, ele decidiu escrever uma carta à mãe:

 

“Mãe, aí vai uma carta dentro da outra. Se uma não chegar, a outra chega”.
A polêmica do filme O Céu de Suely

Em dezembro do ano passado, eu escrevi um post intitulado A prostituição não é um caso de sucesso. Era sobre o filme O céu de Suely, que traz na trilha sonora a música “Tudo que eu tenho”, interpretada pela cantora Diana.

 

O filme conta a história de uma cearense que rifa uma noite de amor, para ter condições de voltar para São Paulo.

 

Na época, eu escrevi:

 

“Mas não vi muita relação da música com o filme. O céu de Suely é uma história que toca no tema da prostituição. E a música “Tudo que eu tenho” não tem nada a ver com esse tema. A personagem principal adere muito facilmente à prostituição e dela consegue todos os seus objetivos finais, embora enfrente alguns fortes percalços. Fico com um pé atrás sempre que a prostituição é mostrada como um caso de sucesso”.

 

Semana passada, o amigo Josué Ribeiro, do excelente blog musicapopulardobrasil, pôs o seguinte comentário no meu post:

 

[josué]
Olá Thiago. Acredito que o diretor do filme em momento algum quis fazer ligação da música com o tema prostituição. Adorei o filme e principalmente as imagens do céu. Tive a oportunidade de ir a pré-estréia do filme no cine Odeon, conheci o diretor, que por sinal é cearense e, a atriz do filme. Segundo Karin, escolheu a música de Diana pela voz que lhe remetia ao passado e como a personagem nunca se entrega ao presente, antes fica presa ao passado pelos rolos que tinha com o cara. A música tem tudo com o filme, na minha opinião cai perfeitamente. é um dos meus filmes prediletos e até ganhei uma cópia dele. a propósito na época escrevi sobre, vc viu? se não, veja. grande abraço

 

O que vocês pensam sobre o assunto?

Você não sabe como foi difícil chegar até aqui

Atenção, internautas pára-quedistas. Eu juro que não sei:

 

Como animar crianças com contos sobre deficiência

Como decorar um bar para uma festa de forró

Como divulgar festas bregas

Como eliminar o mau hálito

Como estudar uma filha com pouco dinheiro

Como limpar um carburador belina del rey

Como se fala ciao em italiano

Como se fala você é doida em japonês

Como ser um homem chique

Como são as botas riograndenses

Como ter uma casa chique

Como tratar a gagueira

Como pintar fitas de final de curso

Capítulo 2 de nossa história interativa - O homem e o rádio

Caros,

Duas pessoas responderam sobre a continuação do Capítulo 1 da nossa história sobre a relação do protagonista com seu rádio. As respostas vieram de Cunha e de Márcio Benjamin.

 

Eu adotei a resposta de Márcio e já escrevi uma continuação para ela. Acompanhem e opinem. Você decide!

 

Capítulo 2

 

Dirigiu-se, apressado, à caixa de ferramentas. Escolheu a mais arguta das chaves de fenda e, transistor a transistor, desfez o rádio em pequenos pedaços. Desfez o rádio em pequenas porções. Abriu a geladeira, pegou a coca já meio aberta e, entre um gole e outro, começou a devorar aqueles pedaços de metal.

 

E sentiu-se tão liberto e poderoso ao mastigar e engolir e digerir as peças daquele inimigo intruso que estranhou a si mesmo. Parecia não ser ele. Arrotou a coca sem pudores e dirigiu-se ao espelho do banheiro, em cima da pia.

 

Observou-se lentamente. Já não se lembrava mais do trabalho. Sentiu vontade de tomar banho. Despiu-se e abriu a torneira do chuveiro até o final. Deleitou-se com a ducha fria e forte que lhe caía no rosto, feito cachoeira.

 

Foi quando sentiu vontade de cantar!

 

Optou por uma canção estrangeira e romântica. O susto foi enorme. A voz saiu idêntica a do intérprete oficial. Aquele cantor de banheiro, até então teimosamente desafinado, cantava agora como um profissional experiente, e com a dicção e pronúncia de um inglês impecável, ainda que monoglota.

 

1- Qual foi a música que o nosso protagonista cantou?

 

2- Qual foi a reação que ele teve?

(  ) Contou para o melhor amigo

(  ) Procurou ingressar na carreira de cantor

(  ) Não contou para ninguém

(  ) Outra. Qual?

 

Leia o Capítulo 1

Você decide como será o resto da história

Esta é uma experiência literária. Eu escrevo uma parte da história e, ao final, você responde um pequeno questionário, para definir como será o prosseguimento da trama. Você decide! Eheheh. Então posteriormente, eu escrevo uma continuação com a opção mais votada. Participe!

 

Nunca, ele esqueceu o rádio ligado no banheiro. Nunca. Mas ele sempre achava que sim. Por algum motivo, deixava escapar a lembrança do botão desligado. Bastava entrar no carro e já pensava na música subindo por debaixo da pia. Entretendo as moscas.

 

Passava o dia inteiro na dúvida. “Será que eu deixei o rádio ligado?”. E somente à noite, ao chegar em casa, tirava a prova.

 

Na garagem, o carro mal estacionado. E aquela indisfarçável ânsia no elevador. E a difícil missão de acertar a chave, os ouvidos colados na porta do apartamento. Tudo para tentar ouvir o rádio. Mas somente quando chegava no banheiro, ele se dava por satisfeito. Era um alívio! O silêncio do rádio dava-lhe mais prazer aos ouvidos, que o descalce dos sapatos apertados aos pés.

 

Assim eram todos os dias. Mas naquele, porém, foi diferente. Ao ouvir o ronco do motor do automóvel, o pensamento foi mais forte que ele. Dirigiu-se novamente ao apartamento. Os elevadores estavam ocupados. Subiu correndo pelas escadas. Sete andares. Conseguiu abrir a porta com dificuldade. Atravessou rapidamente a sala, e na suíte encarou aquele aparelho imponente e silencioso, embaixo da pia.

 

Aquilo precisava acabar. Estava tomando conta de sua cabeça. Sentia-se desesperado, esgotado, absorvido. “O que está acontecendo comigo, pelo amor de Deus?”. Ligou e desligou o rádio rapidamente, para sentir o contraste entre o silêncio e o ruído.

 

E com muita raiva de si e do rádio, mais de si do que do rádio, arrancou-lhe da tomada. Respirou fundo e decidiu seguir para o trabalho.

 

Mas ao fechar a porta... “Será mesmo que eu tirei da tomada? Será mesmo que eu desliguei? Como posso ficar com esta dúvida?”. Sentiu vontade de chorar. Abriu novamente a porta. Atravessou novamente a sala. Invadiu novamente a suíte. Encarou novamente o rádio. E ofegante pegou-lhe nas mãos.

 

Foi quando tomou a decisão!

 

Que decisão ele tomou?

a) Jogou o rádio pela janela

b) Arremessou o rádio na parede, com força

c) Levou o rádio consigo, para o carro

d) Outra. Qual?

 

Leia o Capítulo 2

Jornalista elogia Contos Bregas + Blogueira copia Contos Bregas

1 - O jornalista pernambucano Wilde Portela deixou um comentário elogioso aqui no blog, que publico abaixo. Ele é autor do livro "Reginaldo Rossi - O Fenômeno" e gostou muito de ler meus livros "Contos Bregas" e "Lobas, Deusas e Ninfetas".

 

[Wilde Portella]

De repente o passado abriu um link com o presente. A causa foi a homenagem que Raul Gil prestou ao cantor Reginaldo Rossi ni programa Homenagem ao Artista. Reginaldo, no dia, além de mostrar seu nvo CD e também o DVD, apresentou ao apresentador o livro Reginaldo Rossi, o Fenômeno. Na semana seguinte o jovem escritor potiguar Thiago de Góes me telefonou falando do programa, do livro, e também de dois livros que ele havia escrito, os quais me enviou via Cedex: Contos Bregas (2005) e Lobas, Deusas e Ninfetas (2007). Dois ótimos livros de contos que de bregas nada têm.Para cada título de música que ele escolheu, escreveu um conto.O resultado foi um trabalho original e de excelente qualidade. As duas edições são boas, mas o segundo livro Lobas, Deusas e Ninfetas me deixou extasiado. Nele o escritor está com a inspiração afiada. Ótimo! Ele sabe como utilizar as palavras para traçar o perfil da trama. Há muito tempo que eu não tinha tantos momentos de satisfação. (wilde)

 

Muito obrigado, Wilde! Fico muito feliz que tenha gostado dos contos. Soube que você também escreve ficção. Gostaria muito de ler seus outros trabalhos!

 

2- A sensação de ser plagiado é estranha. Por um lado, não gosto. Por outro, gosto. Não gosto porque outras pessoas podem levar os louros pelo meu trabalho. E gosto porque ninguém copia o que é ruim. É quase uma homenagem.

 

Estou dizendo isso porque o blog Espelunca copiou dois posts meus, sem citar minha autoria. O primeiro foi a carta de um adolescente apaixonado a sua futura namorada e o outro foi minha crônica sobre o nada.

Carta do namorado traidor ao amigo conselheiro

De: Landney
Para: Roque dos Santos

4 de agosto de 2003

Prezado Roque dos Santos,

Na noite do dia 28 de julho, uma semana atrás, estávamos eu e minha noiva, Marcela, numa famosa boate da capital, na companhia de alguns amigos em comum. A teimosa batida da música eletrônica, bem como o bailar das luzes psicodélicas, a névoa de fumaça que subia pelos nossos corpos, e uns tantos goles de cerveja, devem ter afetado meu comportamento. 

Tudo aconteceu quando Marcela ausentou-se por alguns instantes, para ir ao banheiro. Não será nenhum exagero afirmar que mal ela perdeu-me de vista, uma sua amiga, provida de rara beleza, colou-me de frente e sussurrou-me no ouvido umas tantas palavras indecentes, pedindo-me para beijá-la de imediato, enquanto fosse tempo. 

Imagine o horror que sobra a um motorista ter que decidir, em questões de segundos, se põe o carro para a esquerda ou para a direita, sob pena de não poder evitar um acidente fatal. Não pode abster-se da decisão. Deve tomá-la a qualquer custo, esteja ela errada ou correta. 

Assim sentia-me eu. O doce calor do hálito de Nancy, assim chamava-se a amiga de Marcela, acarinhava-me os ouvidos. A maciez de sua mão suada passeava pelo meu rosto. Eu podia sentir o seu busto, levemente sustentado por generoso decote, pressionando-me vagarosamente. Os lábios retocados por um batom de cor suave pareciam implorar-me para tocá-los. Minissaia e vestido negros. Um pequeno sinal no canto esquerdo inferior do rosto, próximo à boca, dava um toque único àquela beleza já ornada pela meiguice morena. 

O que fazer? A mim só restavam duas opções: Afastá-la de mim ou tomá-la em meus braços. Resistir aos meus impulsos ou entregar-me a eles. Que eu fizesse uma coisa ou outra. O que não podia, de maneira alguma, era manter-me estático, boquiaberto, imóvel, mudo, paralítico, como teimava ficar. A continuar tal situação, pensei, minha noiva concluirá que me entreguei ao pecado, dada a suspeita aproximação de nossos corpos. E não há nada pior do que um condenado inocente. 

Este pensamento me pareceu decisivo. Já que era para ser punido, que fosse por justas razões. Segurei-lhe então a cabeça com as duas mãos e beijei-la de forma tão selvagem e animalesca, enlaçando-lhe o corpo com tamanha força, que cheguei a espantar as pessoas ao redor. Como pude render-me a uma lógica barata, vil e insana, não sei dizer. Muito menos como pude comportar-me de maneira tão irracional! Eis o meu pecado. Eis o meu crime. Eis o meu fardo. 

Fui pego em flagrante. Marcela retirou-se, sem dizer nada. Fiquei sabendo de sua partida por terceiros. Afirmaram que ela saíra com muitas lágrimas nos olhos, após ter presenciado a quase totalidade do interminável beijo entre o homem de sua vida e sua melhor amiga. Se me chamasse de crápula seria justo e não haveria a mínima oposição.  

Ela não mais atende minhas chamadas telefônicas e recusa-se a me receber em sua casa. Disse por meio de sua criada que tudo acabara, que não mais podia confiar em mim e que não queria ver-me tão cedo. Esta é minha situação. Encontro-me sufocado pelo remorso e pela solidão. Eu me odeio! 

Saudações,
Landney 

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A definição da palavra brega em vários idiomas

Eu perguntei ao Google como ele definia a palavra brega. Ele me respondeu em vários idiomas:

 

Inglês

Meaning originally “brothel” and “malfeasance” (and in the 50’s "bregado" meant old bread). It also designates the most simple, syrupy, direct kind of music, almost always deliberate and blatantly appealing. Romantic musical types such as bolero, samba-canção, country and Brazilian ballad pop has included a lot of brega since 1968. "Breganejo" is the fusion of brega with sertanejo (country) music.
www.uol.com.br/uptodate/glossae.htm

 

Espanhol

Acción de bregar- trabajar afanosamente. (DRAE)
www.elecohernandiano.com/numero2/sediccionariohernandiano.htm

 

Francês
Travail effectué par les auxiliaires du torero avec la cape. Elle consiste à placer le toro dans les terrains de la piste adéquats en un minimum de passes et ce, afin de l'économiser pour la faena de muleta.
www.nimes.fr/v_toros/v_toro_lexique.php

 

Italiano

n. asse di legno di medio spessore
batiquercoi.sunrise.it/diz/zzbb.htm

 

Russo

"Плащ для схватки", техническое название розового плаща.
www.corrida.ru/dictionary/

 

Como ele cometeu a façanha de não responder em português, eu mesmo o farei:

 

Brega é o produto cultural, ou estado de espírito, ou filosofia de vida, que de forma autêntica, sintética e despretensiosa prima por conteúdos simples, irreverentes ou românticos, que produzem efeito de catarse emocional.

 

Pronto. Está definido. E você? Como define o brega?

Ariano Suassuna e a imbecilidade do patrulhamento ideológico

Tempos atrás, eu havia comentado sobre o vídeo no qual Ariano Suassuna diz: “O sujeito que compôs essa música é imbecil, quem canta é, e quem gosta é também”, referindo-se a uma canção da Banda Calypso.

 

Na época, eu fiz este post denúncia contra o preconceito descarado de Ariano Suassuna.

 

Mas o blogueiro Marlos Apyus disse tudo o que eu disse e o que eu não disse, e de maneira muito mais competente do que eu.

 

Veja só esse trecho fenomenal:

 

Penso que Ariano é apenas mais um que não aceita essas mutações. Não entende que o que hoje é erudito um dia já foi popular e nem precisou de Movimento Armorial para tanto. Senão, que interferência teve Suassuna no Jazz, hoje um ritmo admirado por uma minoria elitizada, estudado a fundo nos melhores conservatórios, mas inicialmente um som negro e popular do século XIX? Ou ainda, o que há de popular nos caboclinhos? Quantas crianças dançam ciranda hoje em dia? E que cultura popular é essa defendida por ele que só se manifesta em projetos patrocinados pelo governo, casas de shows para turistas e aulas espetáculos? Leia aqui o post completo de Marlos Apyus sobre a declaração de Ariano Suassuna.

  

E você? O que acha deste episódio? Para você, o que é imbecil? Compor uma música popular? Ou avaliar a moral de um indivíduo baseado na canção que ele compõe?

Bin Laden do Brega vai bombar na Internet

Atenção, George W. Bush. “Bin Laden” fugiu para o Brasil e virou cantor de brega!

 

Ele está em Jacaré dos Homens e Palestina, no sertão alagoano, e atende pelo nome de José Almir Martins, ou simplesmente “Bin Laden do Brega”, para os íntimos.

 

Entre os sucessos do “terrorista cantor” estão O Homem-Bomba, Bala de Revólver, e Bin Laden do Brega. O “chefe da Al Qaeda” está animando até os comícios do prefeito Marcelo Souto.

 

E o jornal Tribuna de Ribeirão Preto adianta que para divulgar o primeiro CD, ele liga para os apresentadores e "ameaça explodir as emissoras"

 

E para quem não viu o clipe de sua música no Programa do Jô acompanhe aí na telinha do YouTube.

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