Notícias minhas
Esta é uma semana muito importante para mim. No sábado, caso com minha querida amada Kércia Renata. E já no domingo viajo de lua-de-mel.
A data do meu próximo post será provavelmente 10 de dezembro. Um ou outro dia, eu poderei postar alguma coisa. Mas não prometo nada.
Voltarei cheio de energia e de novas idéias para atualizar o blog. Me aguardem! E até lá!
Cadê meus parabéns? :)
Caso Huck x Ferréz - A versão do rolex
Atendido a pedidos, republico este post:
Caso Huck x Ferréz - A versão do rolex
Quem vocês pensam que são, ignóbeis criaturas das duas patas, das duas caras?
Tenho cá pensado com meus ponteiros: por qual louca razão vocês dizem que meu dono foi roubado, quando na verdade eu é que fui vítima de seqüestro?
Não, eu não merecia passar por isto. Nunca fui tão humilhado como agora. Não tanto porque ninguém pagou meu resgate. Mas sobretudo porque ninguém pediu meu resgate!
Eu exijo, portanto, dia e hora para me reconhecerem como a verdadeira vítima dessa história toda. Não quero nem ouvir falar de garoto mimado, nem de rapista metido. Ninguém está preocupado com meu paradeiro. Ninguém sabe que fui vendido no mercado negro por menos da metade do que valho.
Mas eu bem sei que o mundo dá voltas. Vocês, bípedes insanos, devem reconhecer que não passam de meus escravos. Vocês dependem de mim para tudo. E há tempos, vocês já se viciaram no barulho hipnótico de minhas catracas.
Admitam. Eu jogo as cartas. Eu marco as horas. Eu domino o jogo. E boto vocês todos para correr…
Ao invés de ficarem por aí querendo saber quem é culpado, alienado, elite, fascista, burguês, insensível, olhem para os seus próprios pulsos e vejam quem é que manda.
Um dia, ainda chuto o balde. E vocês verão que não podem jamais abdicar de mim…
Um poema para Kércia Renata
tu na lua
tu linda
lunática
tu na rua
tu nua
sonâmbula
tu na tua
tatuas
tarântulas
tu na brisa
tu miras
tulipas
tu na minha
tu mias
romântica
Você prefere ser chamado de senhor(a)?
Um amigo já me deu uma dica para saber quando você está começando a ficar velho.
É quando começam a lhe chamar de “senhor”.
Acho que esta forma de tratamento absorveu outras conotações que diferem do viés de demonstração de respeito presente no significado original. Em algum momento de nossa história, convencionou-se que se devem chamar pessoas idosas de “senhor” ou “senhora”.
A reação ao fato costuma ser oposta, conforme a personalidade de quem está sendo chamado. Há pessoas que não assumem preferência por “senhor” ou “você”. Outras exigem serem tratadas por “senhor”. Outras ficam com raiva de quem assim o chama.
A questão é polêmica. Mas lendo a excelente entrevista de Jô soares na Revista Veja, concordei com ele, quando diz que há uma outra conotação para a palavra:
No Brasil, "senhor" não é um tratamento que indica respeito ou falta de intimidade, mas sim uma forma de diferenciação de classe social. Na França, um ministro chama outro ministro e também o seu motorista de vous. No Brasil, outro ministro é "senhor" e o motorista é "você”
Pois é. Você é democrático, informal, verdadeiro, inclusivo. Serve para homens e mulheres.
E você? Prefere ser chamado de “senhor”?
E o(a) senhor(a)? Prefere ser chamado(a) de você?
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E não se esqueça: De perto, ninguém é chique!
10 porradas no preconceito
Esta é a minha resposta da resposta da resposta, que também responde a outra resposta e mais esta outra.
10 porradas no Preconceito!
1- Dizer que detesta música sertaneja não é preconceito.
2- Mas chamar cantores sertanejos de hienas é preconceito.
3- Preconceito musical e preconceito racial são farinha do mesmo saco. Atuam sob o mesmo princípio.
4- Dizer que determinado gosto musical de alguém faz dele uma pessoa inferior é tão grave quanto dizer que determinada cor de alguém faz dele uma pessoa inferior.
5- Roubar um relógio do camelô é igualmente condenável do que roubar um rolex. Roubo é roubo. Preconceito é preconceito. Não existe desculpa para a desonestidade. Não há desculpa para o preconceito.
6- O princípio de todos os preconceitos é o mesmo. Quem é capaz de discriminar alguém a partir de seu gosto musical é igualmente capaz de fazer o mesmo a partir da cor. E assim fazem.
7- Não considero recomendável ficarmos elegendo diferentes níveis de preconceitos, como se fosse possível organizarmos uma escala de intensidade para várias formas de preconceito, como se houvesse preconceitos menores que pudessem ser tolerados ou mesmo ignorados. Esta seria a maior forma de apologia ao preconceito.
8- Há pessoas que são liberais ou conservadoras, conforme a conveniência. Lutam contra o preconceito que lhe for conveniente, enquanto escondem outros para si. Se você tolera preconceitos que considera menores, você terá moral para condenar outros que considera maiores? Então é “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”?
9- Seria exagero dizer que o simples fato de uma pessoa discriminar outra por causa de sua religião contém o vírus fundamental dos grandes conflitos religiosos? Se ninguém achasse seu Deus melhor do que o dos outros, haveria conflitos religiosos? Eles poderiam ser chamados de conflitos religiosos?
10- Se considerarmos o preconceito como um vírus, não seria mais desejável lutar para eliminá-lo do que simplesmente aprender a conviver com uma forma latente de uma doença? Geralmente, os vírus sofrem mutações e se tornam mais resistentes. E aí? Deixaremos isto acontecer? Ou reconheceremos que vale a pena lutar contra toda e qualquer forma de preconceito?
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Alma de você não vai morrer
Você sabe que todos os dias morrem muitas pessoas. Você sabe que algum dia morrerá alguém que você ama. Você sabe que todo mundo vai morrer, inclusive você. Você sabe que a morte é a única certeza da vida.
Você sabe disso tudo, mas estranhamente você nutre uma crença irracional na imortalidade. Você tem tanto medo da morte que inconscientemente não acredita nela. Na verdade, você nem pensa nela. Mesmo quando ela está na sua frente, você mente, você finge que não vê.
E você tem certa razão, sabia? Alma de você não vai morrer.
Mas, diga-me, o que você faria se você lesse num livro que você já morreu?
Você consegue ver o brega? PARTE II
Ano passado, publiquei a ilustração Você consegue ver o brega?, que encomendei ao meu amigo Chagas Cunha. Tratava-se de uma imagem na qual estavam representadas 13 músicas bregas.
Pois agora, a história se repete. Eu pedi ao Chagas que fizesse uma nova ilustração, desta vez somente com músicas de mulheres, para que eu pudesse fazer a promoção com o livro Lobas, Deusas e Ninfetas.
Portanto aí vai. Clique na figura para vê-la ampliada e tente identificar as 10 músicas interpretadas por cantoras brasileiras que estão representadas na figura. Quem acertar mais até sexta-feira que vem, 9 de outubro de 2007, ganhará um exemplar autografado do meu livro “Lobas, Deusas e Ninfetas.

Sobre preconceito musical. Tréplica à Patrício Jr.
Patrício,
Se chamar alguém de hiena simplesmente porque não gosta de suas músicas não for preconceito então eu não sei o que mais poderia ser. Você chama isso de opinião firme? Pra mim, é preconceito.
Eu não gosto de “rock pauleira”. De quais animais eu poderia chamar artistas adeptos desse estilo para que, ao invés de preconceituoso, eu fosse carimbado apenas de alguém que tem opiniões firmes?
Em nenhum momento, eu disse que “a única motivação para falar mal do sertanejo é o preconceito”. Não sei de onde você tirou isso. Muito pelo contrário. Sugeri que as pessoas poderiam expressar seus gostos pessoais, de forma respeitosa, dizendo, por exemplo, que não se identificam com determinado estilo, por isso ou por aquilo, mas reconhecendo que seu gosto pessoal não é critério universal de qualidade artística.
Você tem todo o direito do mundo de falar mal daquilo que não gosta. Eu também não gosto das músicas destes grupos modernos de pagode. O preconceito entra quando as pessoas acham que suas opiniões têm poder coercitivo sobre a opinião das outras pessoas, quando se acham donas da verdade, quando emitem juízos de valor das pessoas que não compartilham dos mesmos gostos pessoais, quando chamam os fãs da banda Calypso de imbecis, e cantores sertanejos de hienas.
Considero o valor artístico uma coisa fundamentalmente subjetiva. Considero que não há critérios científicos para medir a qualidade de uma obra artística. Considero um grande equívoco medir o caráter de alguém pela sua obra.
Eu vejo beleza, por exemplo, na previsibilidade das rimas. Você não vê. A vida é assim. Mas rimar amor e dor pela eternidade nunca fará de ninguém um animal...
Eu não chamei você de preconceituoso, porque não foi você que usou metáforas animalescas para identificar duplas sertanejas. A recíproca foi verdadeira?